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Onça-parda atropelada foi operada e se recupera

Animal está sob os cuidados do Ibama na Capital

A Polícia Ambiental e o Ibama realizaram o resgate de uma onça que foi atropelada em uma região de difícil acesso. O animal foi atendido no local e passou por cirurgia ortopédica. Antes de ser devolvido à natureza, ele vai ficar uns dias em tratamento.

O resgate aconteceu no quilômetro 47 do ramal Felicidade, região entre os municípios de Boca do Acre (Amazonas) e Manoel Urbano (AC). Um veículo da Agrocortex, empresa que executa manejo florestal no local atropelou uma onça. Na hora do acidente, o animal ficou desacordado e os próprios funcionários do manejo pediram socorro, enquanto preparavam uma jaula dentro do acampamento.

A onça- parda, com cerca de um ano e meio de idade sofreu fratura exposta na pata. O médico veterinário e cabo do policiamento ambiental, Eder Arruda, acompanhado de dois servidores do Ibama atenderam o chamado. Ele conta como foi o atendimento no local de difícil acesso.

"Ela se encontrava bem agressiva, tendo em vista que estava há um dia e meio naquela situação e sem se alimentar e na presença de muitas pessoas, que estava bem irritada, além das lesões existentes. Inicialmente ela foi contida através de um método físico, utilizamos o cambão. Após foi feito contenção química com medicamentos e foi avaliada".
A onça-parda (ou puma), também conhecida no Brasil por suçuarana, está na lista de animais em extinção.

A onça foi encaminhada para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama. Devido à gravidade das lesões, o animal precisou passar por cirurgia ortopédica e em breve será devolvido ao seu habitat natural.

"O Centro de triagem é um local onde os animais que são apreendidos e são recuperados ou entregues voluntariamente ficam pra receber tratamento. Então é um local onde tem animais tanto sadios quanto animais doentes. Pra evitar qualquer tipo de transmissão de doenças do homem para o animal, ou do animal para o homem, esses animais ficam em uma área restrita, de quarentena e aí não é possível entrar no local", explica o médico veterinário.

A cirurgia segundo o veterinário, não é de risco. O objetivo é que ele restabeleça os movimentos com colocação, por exemplo, de placa e pinos.

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