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Poder Judiciário do Acre lança Projeto Padrinhos

Acolhimento para crianças e jovens em medida protetiva

Na manhã desta terça-feira (10) o Poder Judiciário do Estado do Acre realizou o Encontro de Acolhimento do Projeto Padrinhos. O projeto tem por objetivo levar acolhimento a crianças e jovens em situação social de vulnerabilidade.

“Ele foi concebido com a possibilidade de acolher ainda mais nossos adolescentes e crianças que estão em sede de abrigamento, ou seja, eles passaram pelo crivo judicial e estão aguardando um afeto um afego por parte da sociedade,” explicou a coordenadora da Comissão Estadual Judiciária da Adoção, desembargadora Waldirene Cordeiro

A prefeitura de Rio Branco dispõe de duas unidades de acolhimento para adolescentes em medida protetiva, a unidade Sol Nascente (abriga meninos) e unidade Maria Tapajós (abrigo para meninas). As unidades têm capacidade para abrigar 40 adolescentes, 20 em cada uma, com idade de 12 até os 17 anos, eles tiveram direitos violados, passando desde a negligência dos pais, o abandono, até abuso sexual.

“É feito todo um trabalho na perspectiva da garantia de direitos visando à reintegração familiar desses adolescentes,” disse a diretora do Departamento de Proteção Social Especial da Semcas, Silvia Leticia Oliveira.

Outra unidade que será beneficiada pelo projeto é o Educandário Santa Margarida, que abriga atualmente 32 crianças com idade entre 0 e 11 anos. “Esse projeto é um projeto muito interessante porque ele vem ajudar na questão do resgate a dignidade da criança, porque o padrinho vai ter oportunidade de estar olhando com um olhar mais carinhoso para essa criança,” considerou a coordenadora do Educandário Rita Batista.

O apadrinhamento difere da adoção, que é a colocação da criança ou adolescente em uma família substituta. O padrinho ou a madrinha se torna uma referência na vida da criança, mas não recebe a guarda, pois o guardião continua sendo a instituição de acolhimento.

“É mais um projeto lançado pelo Poder judiciário dando continuidade a essa manifestação que foi feita pelo Juizado da Infância e Juventude junto à desembargadora Cezarinete, que me antecedeu. Estamos dando continuidade a esse processo é um processo de conscientização que a sociedade possa ver, pensar, nas crianças e adolescentes que estão desabrigadas nos asilos.”

Modalidades de apadrinhamento

Afetivo: É quando as famílias decidem apadrinhar crianças e adolescentes acolhidos em instituições para proporcionar-lhes experiências afetivas. É dedicar parte do tempo para a criança ou o adolescente, fazer visitas regularmente, compartilhar momentos especiais nos fins de semana, feriados ou férias escolares.

Provedor individual: É quem dá suporte financeiro às crianças e adolescentes por meio de doação de material escolar, calçados, pertences de uso pessoal ou com patrocínio de cursos profissionalizantes, artísticos, educacionais e esportivos.

Provedor de serviços voluntário: Normalmente é um profissional liberal que se cadastra para atender às crianças e adolescentes conforme sua especialidade de trabalho (dentista, médico, professor, etc.).

Provedor empresarial: Empresas, organizações governamentais ou não governamentais para darem suporte material ou financeiro à instituição de acolhimento. O apoio poderá ocorrer por meio da realização de obras nas instituições, doações de móveis, custeio de cursos profissionalizantes entre outros.

Quem pode apadrinhar?

- Pessoas a partir de 18 anos; com documentação regular, não estar respondendo a demanda judicial envolvendo crianças e adolescente, ter autorização da 2ª Vara da Infância e Juventude entre outros requisitos.

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