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Morador pede ajuda para derrubar árvore

Luiz teme queda de árvore em próximo vendaval

Idoso pede ajuda para que árvore em frente à casa dele seja cortada. Ele teme que, em um eventual vendaval, a mangueira caia em cima da moradia.

Além do barulho e do prejuízo com as mangas que caem no telhado, Luiz Rodrigo da Silva, 85, tem outra preocupação: que a árvore que fica em frente a casa dele, acabe caindo em cima da casa.

Há mais de 30 anos, quando comprou o terreno no Conjunto Esperança II, a família não imaginava que a árvore traria riscos mais tarde. A distância entre a casa onde o idoso vive hoje e a mangueira, é de aproximadamente um metro.

O senhor fica com medo de morar aqui debaixo da árvore? "Muito. Eu vou ficar lá num quartinho que tem lá atrás, com medo, até a chuva passar. Eu queria que tirassem essa árvore, porque ficaria muito agradecido. Quando o tempo fecha eu já fico pensando, aí meu Deus do céu", afirma.

Na casa ao lado, a vizinha reclama de rachaduras que apareceram na cerâmica da área e nas paredes. A moradora acredita que as raízes da árvore estão abalando a estrutura da casa.

A filha do idoso, Socorro Gomes, já procurou a prefeitura para pedir pelo corte da árvore e foi aconselhada a buscar ajuda com o Corpo de Bombeiros. Ela ligou para uma central e o atendente informou que o corte da árvore custaria em média, R$ 100 por hora de serviço dos bombeiros.

"Eles me informaram que eu teria que ir à OCA e fazer um documento pra autorizar o corte do pé de mangueira. Sendo que teria que pagar R$ 100 cada uma hora. Eu falei por telefone, como que vou pagar, se tô atrás de um lugar público que eu possa pedir ajuda? Eu não posso fazer nada", afirma.

Nossa equipe procurou o Corpo de Bombeiros e, segundo o tenente Coronel Charles Santos, comandante operacional da Capital, o corte de árvores não é atribuição do Corpo de Bombeiros e sim, do proprietário da residência onde ela esteja plantada. Se ela oferece risco, porque está seca, com cupins e após vistoria for constatado que há risco de que a árvore caia, o corte é feito sem nenhum custo para o cidadão.

"Quando essa árvore não oferece risco de cair, ou seja, é uma árvore frutífera, sadia, está com todo caule preservado, isso fica em plena responsabilidade do proprietário. Caso o proprietário não queira procurar particulares para realizar o corte, porque existe muitas empresas que realizam o serviço de corte ou poda, ele pode se direcionar até uma unidade operacional do Bombeiros, onde é confeccionado um DAE, onde é calculado homem/hora trabalhado. Ou seja, desgaste de motosserra, combustível, e outras coisas. Entra numa lista de agendamento para posterior corte", explicou.

De acordo com o tenente, do dia 6 de outubro, quando ocorreu uma tempestade em Rio Branco, até o dia 13, foram geradas 334 ocorrências de quedas de árvores, ou seja, que caíram em cima de casas, muros, espaços públicos. Dessas, ainda restam 171, que as equipes dos bombeiros ainda precisam remover.

Ele cita esses dados para enfatizar o volume de trabalho e quais as prioridades das ações. Contudo o comandante operacional da capital explica que o Corpo de Bombeiros é sensível aos casos onde a situação financeira da família impede que providências sejam tomadas.

"Eu aconselho a ela que procure o Corpo de Bombeiros que vamos avaliar a situação dela realmente, se ela não tem condições realmente e naquilo que a gente pode ajudar. Após a avaliação, com certeza, vamos procurar o encaminhamento", disse.

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