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Acre volta a registrar aumento de hanseníase em crianças

De 120 novos casos ano passado, 11 eram crianças

Casos de hanseníase em crianças acende uma luz de emergência no Acre. Apesar de o Estado manter a mesma média de casos nos últimos três anos, a bactéria está atingindo jovens por que adultos doentes não estão buscando o tratamento, que é gratuito, e quando se começar a usar os medicamentos em 15 dias a pessoa deixa de ser um transmissor.

Se seguir toda prescrição médica, dependendo do estágio, em seis meses a pessoa está curada. Em estágios mais avançados, o tratamento pode durar um ano. Apesar de ser uma doença curável, a hanseníase carrega uma carga de preconceito, principalmente porque não cessam os casos novos.

No ano passado foram registradas 120 pessoas com a bactéria. Entre esses pacientes, 11 eram crianças. Daí vem uma preocupação a mais, explicou a coordenadora dos serviços de dermatologia do Estado, Franciele Gomes.

A coordenadora explicou que nos últimos três anos o Acre mantém a mesma média de casos, não há um crescimento de pacientes, mas, existe uma mutação da bactéria da hanseníase que pode aumentar os casos, pois ela é imune aos medicamentos atuais.

“Por isso, a procura pelo tratamento, assim que surgem manchas estranhas, deve ser urgente. A hanseníase tem cura e quando se procura o tratamento se evita as deformidades de mãos, pés e rostos. O resultado do exame da hanseníase sai no mesmo momento e o Estado oferece os medicamentos”, explicou.

O Acre, na década de 80, chegou a ser o estado mais endêmico do país. Eram 110 casos por 10 mil moradores. Hoje, são 3 por 10 mil moradores. Se as pessoas procurassem os atendimentos, o Acre poderia sair do médio risco de endemia para área sem risco e se evita traumas físicos e psicológicos.

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