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Segundo dia de prova sem problemas graves no Enem

Atrasos e nervosismo: a rotina de uma grande prova

Neste domingo, milhares de estudantes compareceram ao segundo dia de provas do Enem, onde foram abordados conhecimentos nas áreas de exatas e biológicas. A opinião entre os candidatos ainda se divide em relação a mudança do exame para dois domingos consecutivos.

Antes das 9, horário local, marcado para a abertura dos portões, uma multidão aguardava do lado de fora. Este ano no Acre, mais de 54 mil candidatos se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Júnior Ramos é de Eirunepé, interior do Amazonas. Ele cursa educação física em Rio Branco e pela terceira vez, faz o Enem em busca de bolsa de estudos.

"Estamos em crise e manter universidade, alimentação, transporte, sai muito pesado então a gente busca uma bolsa pra quando estiver formado poder pagar a universidade", explicou.
Esse é o objetivo dos estudantes: ou conquistar uma bolsa com desconto em faculdade privada ou igressar em universidade pública.

O cadeirante Matheus Gomes pretende cursar direito na Ufac. Para ele, os dias de provas representam a única oportunidade de ingresso ao projeto profissional. "Um misto de coisas, é o meu futuro, mas eu tô bem tranquilo quanto a isso", afirmou.

Este foi o primeiro ano em que o Enem foi realizado em dois domingos consecutivos. A medida atendeu a uma consulta pública onde mais de 600 mil pessoas participaram. Para 63% dos que votaram essa seria a melhor forma de aplicar o exame. Entre os candidatos que realizaram a provas neste domingo, as opiniões se dividiram.

"Eu acho muito cansativo ter que vir duas vezes aqui pra Uninorte. Ter que se preparar, te muita ansiedade, expectativa. Num domingo só vai duma vez e o medo vai embora só de uma vez", disse Rebeca Larissa
"Eu acho melhor dias seguidos por que a gente fica mais ansioso. A gente passa a semana inteira ansioso pro próximo domingo", opinou Ana Luiza.

"Eu achei uma ideia interessante por que dá tempo das pessoas ficarem mais antenadas e buscar mais estudar durante a semana de um domingo para o outro", disse Romile Brandão.

"Pra mim não por que podia ser direto sábado e domingo como era antes", afirmou Cleildo Araújo.

"Eu gostei por que o Enem não é só uma prova, é de resistência também por que é uma prova demorada e a gente precisa dos dois domingos pra ficar com a cabeça mais fresca e ir bem nas provas", disse Sales Aguiar.

O Ministério da Educação atendeu também a uma reclamação dos sabatistas, com as provas divididas em dois domingos. Por causa da religião, esse grupo de pessoas só podem estudar o trabalhar aos sábados após o sol se pôr.

Todos os anos, eles entravam no local de prova no horário de abertura e ficam isolados em uma sala até escurecer, quando começam o exame. No Acre, por exemplo, por causa do fuso horário, o tempo de espera era de 9 horas.
De acordo com o Inep, a economia com despesas extras trazidas pela aplicação do exame à noite no sábado será de R$ 646 mil.

Pouco antes do portão fechar nesse local de provas em Rio Branco, os vendedores ambulantes começaram a alertar quem estava próximo. Teve até sirene.

Dezenas de candidatos que já estavam do lado de dentro ficaram aguardando, pra assistir de camarote, os tradicionais atrasados do Enem. Só que houve pouca correria, mas mesmo assim, alguns estudantes perderam a prova.

André Jadson por exemplo, chegou 3 minutos após o fechamento do portão, com dois amigos que também eram candidatos. "A gente veio andando. Moramos próximo a Estação Experimental", disse.

Apesar do exame perdido ele não lamentou tanto o atraso. "Eu já estou na faculdade mesmo. Mas queria fazer pra testar meu rendimento e agora ano que vem, se der", afirmou.

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