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Homem decide ajudar pessoas que aguardam por transplantes

Roberto ficou quase 2 anos na fila de espera por um novo rim

Esperar por um órgão é a angústia de muitas pessoas do mundo todo. Esse é o exemplo do acriano Roberto Carlos, que por quase dois anos sofreu com problemas de pressão alta e necessitava de um novo rim. Após muita espera, ele conseguiu passar pelo transplante no Hospital das Clínicas em Rio Branco.

“A angustia, espera, um mês é um ano pra você passar. Mas depois que eu fiz, graças a Deus eu estou bem, agora só ter cuidados adequados,” comentou Roberto.

Como forma de gratidão, Roberto virou voluntário e agora ajuda pessoas com o mesmo problema. Além dos rins, no Acre também são realizados transplantes de córnea e fígado. Atualmente, há 50 pessoas na lista de espera. “Agora eu faço esse trabalho voluntário. Saio de casa quase todo o dia 5h da manhã aí venho aqui pro hospital,” disse Roberto.

O médico paulista Tércio Genzini vem mensalmente ao estado para fazer os transplantes de fígado e acompanhar os pacientes que se tratam no HC. Essa é a cirurgia de órgão mais complexa e envolve uma equipe de aproximadamente 50 profissionais, desde a captação até a alta do paciente. “Não é um trabalho feito por uma pessoa, é um trabalho feito por um grupo muito grande, existe uma equipe multidisciplinar enorme envolvida, profissionais de várias especialidades e de vários setores do hospital,” explicou o médico.

Desde que o hospital começou a fazer o transplante de fígado no Acre, 34 pacientes receberam um novo órgão, apenas 1 deles não resistiu a cirurgia. Após o procedimento, o transplantado precisa ter alguns cuidados com a saúde.

É preciso cuidar da alimentação, fazer atividades físicas e tomar remédio a vida inteira para evitar a rejeição do órgão.

Como a lista de espera é grande e depende de doadores, os profissionais de saúde fazem todo tipo de análise da pessoa que receberá o novo órgão para evitar problemas. “Nós avaliamos, durante o atendimento, antes de coloca-los em lista se eles têm essa capacidade de se cuidar, ou se têm um cuidador, se conseguem fazer os retornos. Quando nós indicamos mal um transplante, ou seja, para alguém que não vai conseguir ter os cuidados essa pessoa vai perder esse órgão, vai falecer por falta de cuidados e alguém que poderia receber, deixa de receber,” completou Genzini.

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