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Doenças de plantas são debatidos em Escola Rural

Estudantes investigaram doenças da seringueira

Com o objetivo de ampliar conhecimentos sobre doenças comuns na agricultura, estudantes da Escola Estadual Rural Major João Câncio, localizada no quilômetro 80 da Estrada Transacreana, município de Rio Branco, participaram de uma manhã de atividades na Embrapa Acre, na sexta-feira (20). A ação do Programa Embrapa & Escola incluiu visita ao campo experimental e Laboratório de Fitopatologia da Unidade.

Durante a atividade em campo, guiada pela pesquisadora Sônia Nogueira, os alunos conheceram o Banco Ativo de Germoplasma (BAG) de Seringueira e o viveiro de mudas. De forma didática, a especialista abordou as principais doenças da cultura da seringueira e a importância do BAG para obtenção de materiais genéticos resistentes e manutenção da espécie.

“Também destacamos a função do viveiro no processo de pesquisa, as características estruturais desse espaço e a necessidade de se conhecer aspectos da produção, como tipo de solo, clima e manejo adequado, para produzir mudas de qualidade e com elevado grau de resistência a doenças”, diz.

Em um segundo momento, o grupo visitou o Laboratório de Fitopatologia da Unidade, onde foram recebidos pelo analista Paulo Macedo, responsável pelo setor de laboratórios da Unidade, que falou sobre os objetivos das pesquisas na área, estrutura física laboratorial, principais equipamentos, microorganismos causadores de doenças em planta, medidas de controle e rotinas de análises laboratoriais. Os estudantes também participaram de prática de reconhecimento de sintomas de doenças do tomateiro e seus agentes causais, com uso de microscópio óptico. “Além de divulgar o trabalho da Empresa, esse tipo de atividade contribui para despertar o interesse pela Ciência”, afirma Macedo.

“Por viverem no meio rural, esses alunos têm familiaridade com as plantas e com a atividade agrícola e, durante a visita, buscamos enriquecer esse conhecimento empírico com informações geradas pela pesquisa, por meio de linguagem simples. Além disso, o roteiro de atividades visa oferecer novas vivências ao público estudantil, a partir do contexto científico, relacionando Ciência e práticas cotidianas. É gratificante observar o encantamento dos alunos, por exemplo, quando visitam os laboratórios, ambiente que para a maioria é uma novidade”, explica a analista Cláudia Carvalho, coordenadora do Embrapa & Escola no Acre.

Aprendizado contextualizado

Segundo a professora Maria Tereza de Oliveira, que acompanhou a visita, tirar os alunos da sala de aula e proporcionar outras formas de aprendizagem é positivo para o currículo escolar e para a própria vivência. “Conhecer de perto aspectos da pesquisa com doenças de plantas, no campo e no laboratório, possibilitou um aprendizado contextualizado”, destaca a professora, acrescentando que a escolha do tema abordado se justifica por estar relacionado à realidade dos alunos.

Aluna do terceiro ano do Ensino Médio, Elizabeth dos Anjos Silva considera que experiências extraclasse são importantes para complementar os conteúdos ministrados em sala de aula e podem motivar o aluno em escolhas futuras.

“Aprendemos sobre doenças da agricultura com um nível de detalhe que os livros não trazem. Sei o quanto esse conhecimento é importante porque nasci e cresci no meio rural e conheço as dificuldades dos agricultores para produzir, devido às doenças que atacam os cultivos e a ausência de assistência técnica. Esse contato com o universo científico reforçou o meu sonho de ser agrônoma e retornar para trabalhar na minha comunidade”, afirma.

Para Isac Santos Rodrigues, estudante do segundo ano, a visita permitiu realizar um desejo antigo e serviu para desmistificar a pesquisa. “Sempre quis conhecer a Embrapa e entender melhor o que ela faz, mas imaginava esse momento como algo muito distante. Estou feliz por estar aqui, ser bem recebido e poder aprender com especialistas sobre questões importantes para quem vive no campo”.

Embrapa & Escola

O Programa recebe alunos de escolas públicas e privadas, mediante solicitação de visita monitorada pelas instituições de ensino e com roteiros adaptados à necessidade pedagógica da escola e faixa etária dos estudantes.

Executado nos diferentes estados, por meio das Unidades de pesquisa da Embrapa, visa aproximar a pesquisa científica do cotidiano de crianças e adolescentes e contribuir para despertar a curiosidade e interesse pela Ciência.

No Acre, desde o ano 2000, mais de sete mil alunos já participaram da iniciativa. As visitas acontecem de abril a outubro e as solicitações de agendamento podem ser feitas pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

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