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Resíduos infectantes: como fazer o descarte correto?

Estabelecimentos ligados aos cuidados com a saúde devem cumprir o PGRSS

O descarte correto de resíduos sólidos é uma preocupação e uma obrigação que deve ser cumprida por empresas e profissionais das mais variadas atividades. No entanto, os cuidados com o manuseio e destinação adequada de resíduos infectantes devem ser ainda mais apurados, pois além de seu potencial poluente, esse tipo de material também pode acarretar em riscos à saúde das pessoas e animais.

São considerados resíduos infectantes todo o material gerado durante o atendimento da saúde de pessoas e animais, seja em hospitais, clínicas, laboratórios e até em centros de intervenções estética e estúdios de tatuagens.

Em linhas gerais, pode-se considerar todo e qualquer material, por menor que seja, que entre em contato com material orgânico humano e animal.

Classificação dos resíduos infectantes

Por ter as mais diversas origens, utilidades e apresentar diferentes níveis de periculosidade, os resíduos infectantes são divididos em classes (de acordo com as resoluções da Anvisa nº306/2004 e Conama nº305/2005). As substâncias e materiais considerados infectantes são:

- Classe A (resíduos infectantes): sangue, órgãos ou tecidos humanos, secreções e fluídos orgânicos, animais e carcaças infectados, vacinas vencidas e materiais perfuro cortantes.

Definidos esses resíduos, há uma infinidade de materiais utilizados na manutenção de saúde que entram em contato com essas substâncias e que devem ser tratados corretamente, como por exemplo, sobras de amostras e utensílios usados em análises laboratoriais, gaze, algodão, esparadrapos, curativos, seringas, sondas, bolsas de sangue, sondas, agulhas para piercing e tatuagens, entre outros tantos insumos usados em ambiente hospitalar.

Tratando os resíduos infectantes obedecendo ao PGRSS

Para orientar os estabelecimentos que geram esse tipo de resíduo, foi criado o PGRSS (Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde). Trata-se de uma documentação técnica, de acordo com as leis ambientais e de saúde pública, que aborda todas as etapas e registro do tratamento desse tipo de material.

Para facilitar o processo, softwares como o VG Resíduos contribuem para o gerenciamento de todas as etapas de produção da empresa o que facilita a implementação, gestão e o desenvolvimento do PGRSS. As etapas necessárias para o tratamento completo dos resíduos infectantes de acordo com a legislação são:

- Manuseio, identificação e acondicionamento: os materiais devem ser manipulados por profissionais treinados de maneira adequada e com equipamentos de proteção. Em seguida o lixo deve ser identificados com embalagens que definam seu grau de periculosidade e então contidos em ambiente apropriado e seguro.

- Transporte: o material deve ser transportado em recipientes adequados, vedados, resistente, impedindo que seu conteúdo entre em contato com ambiente. Esses recipientes também precisam ser devidamente identificados.

- Tratamento: cada tipo de resíduo será tratado de acordo com seu potencial poluente e contaminador. Normalmente, o resíduo infectante é esterilizado ou, em casos mais específicos, incinerados para conter a proliferação de micro-organismos.

- Descarte: após processo de tratamento, o resíduo então é destinado ao seu tipo de aterro.

Vale lembrar que todas as etapas do PGRSS devem ser realizadas por profissionais qualificados e treinados, assim como realizado por empresas licenciadas e cada etapa do processo é documentada para a prestação de contas aos órgãos ambientais e de saúde pública.

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