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Setor comercial passa por crise no Acre

Supermercado fechado pode ser reflexo da situação

O setor comercial passa por uma crise no Acre. Constantemente, lojas são fechadas e deixam o estado com prejuízos, com pessoas desempregadas e menos dinheiro circulando.

O exemplo recente é o supermercado Gonçalves, que anunciou no fim de semana que vai fechar as portas. O cartaz com aviso tomou conta das redes sociais dos Acreanos. Na manhã desta segunda-feira (18), o empreendimento não estava mais aberto aos clientes. O estacionamento ficou praticamente vazio. O que vai funcionar no espaço não foi informado oficialmente. Mas o fato pode afetar centenas de famílias sem esse posto de trabalho, direta ou indiretamente.

Além dos trabalhadores, os taxistas e mototaxistas devem sentir esse impacto negativo.

A Associação Comercial do Acre – ACISA acompanha casos como esses.

“Os fechamentos das empresas no nosso Estado é ruim para todo mundo, é ruim para o Estado que deixa de arrecadar, é ruim para o município que também deixa de arrecadar, as famílias que ficam desempregadas e consequentemente a gente amarga prejuízos como sociedade quando uma empresa fecha”, afirma o Diretor de Comunicação da ACISA, Silvio Oliveira.

Nas ruas, a população fica assustada com empresas fechando.

“É uma questão muito grande, é apenas a ponta do iceberg, se continuarmos assim nosso Estado já que não tem grandes indústrias, atrairá muito desemprego”.

“Infelizmente não tem emprego e as empresas estão aí por falta disso, não tem como atender a demanda em termos de empregar as pessoas porque não tem como correr o dinheiro na cidade”.

Para os especialistas a situação econômica do Estado reflete diretamente na crise do comércio. Apesar de haver uma perspectiva de melhoras para os próximos meses, o cenário ainda é de preocupação. A falta de pagamento do 13º salário e as exonerações do setor público com a mudança de governo podem ter contribuído para este quadro.

No Brasil ainda há 12 milhões de desempregados e o Produto Interno Bruto – PIB cresceu abaixo do esperado, apenas 1.15%.

Para esse economista, a indústria sofre com essa situação. No país, 40% do setor fecharam em 2018 em crise.

“O Estado está desequilibrado, tanto o Governo Federal quanto o Governo Estadual, gastando menos, portanto colocando menos dinheiro na economia, então isso faz com que o setor privado sinta diretamente, principalmente um Estado como o nosso que depende essencialmente das transferências dos gastos do Governo”, declara o Economista Carlos Franco.

Procurada pela reportagem, a Junta Comercial do Acre não divulgou quantas empresas foram fechadas esse ano oficialmente. A questão é que além dos problemas econômicos, não acompanhar o crescimento do comércio pode ser um risco.

O setor dos supermercados com venda no varejo cresceu nos últimos anos com lojas novas e modernas. Algumas funcionando até 24h por dia.

O crescimento dos pequenos mercados nos bairros, com preços acessíveis, também atrai um maior número de clientes.

“A gente tem uma boa concorrência nesse setor, não só pelos ganhos dos supermercados, mas por uma série de pequenos mercadinhos que tem nos bairros, então aliado a questão da crise do Estado você tem um setor concorrencial e quem não tem capacidade de ir acompanhando e entrar nessa briga a tendência é também fechar”, conclui o Economista Carlos Franco.

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