Quinta-Feira, 21 de Novembro de 2019
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Diário Oficial da União traz mudanças em regras do Contran

Uso de simulador para tirar CNH será facultativo

Foi publicada na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (17) a Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) torna facultativo o uso de simulador de direção veicular no processo de formação de condutores, para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

As novas regras preveem, ainda, redução de 25 para 20, no número de horas-aula (h/aula) práticas nas autoescolas, para a categoria B da CNH. No caso da categoria A, serão necessárias pelo menos 15 h/aula. Em ambos casos, pelo menos 1h/aula terá de ser feita no período noturno. Para condutores de ciclomotores, a carga horária mínima será de 5h/aula.

José Luiz Souza, proprietário de uma autoescola há 14 anos, investiu algo em torno de R$ 50 mil na compra de um simulador. Ele acredita que, mesmo não sendo mais obrigatória a prática, é interessante, para o aluno, ter essa noção do trânsito antes de pegar um veículo e ir dirigir nas ruas. Quanto à uma possível redução no preço da carteira de motorista, Jose Luiz não é muito otimista, pois segundo ele, o valor praticado no Acre, algo em torno de 1.500 reais para a categoria B, já está há alguns anos bastante defasado.

“Isso daí pode ser que haja sim uma pequena redução em torno de 10% pelo fato de que no Acre é a capital em que o preço da CHN está mais defasado, por exemplo, nós praticamente não cobramos o simulador, ele está inserido no pacote, mas pelo estudo do SEBRAE que nós fizemos há uns três, quatro anos atrás o preço da categoria B era para ser em torno de R$ 1.600”, disse José Luiz.

Indiferente à redução ou não do preço, a técnica em radiologia Joice Borges, que se prepara para tirar a primeira habilitação, garante que não vai abrir mão da aula no simulador. Para ela, todo o conhecimento prático que puder ser absorvido, não merece ser descartado.

“Eu acho que o simulador é importante para poder ter uma base de quando for pegar o carro na prática”, falou Joice Borges.

Para os instrutores de trânsito, a mudança pode, sim, refletir na qualidade do aprendizado. Afinal, para eles, quanto mais horas o aluno tiver no simulador, melhor preparado ele vai estar para enfrentar as aulas práticas nas ruas.

“O simulador é uma ferramenta que é utilizada pelas autoescolas e o aluno como não tem noção nenhuma de trânsito é excelente porque o aluno vai se acostumar com os pedais, com os comandos do carro, além de ser um ambiente fechado onde não tem risco dele se envolver em um acidente de trânsito”, explicou o instrutor de trânsito, Queffren Rêgo.

Imparciais à medida estão os examinadores do Detran. É que para eles, a forma como o aluno foi preparado para enfrentar o trânsito, ou seja, com ou sem aulas no simulador, com 25 ou 20 horas de aula prática, não faz muita diferença. O que vale mesmo é mostrar, na pista, o que aprendeu para ser aprovado na hora da avaliação.

“Quando ele chega ao pátio é simplesmente para fazer a parte prática então para nós não interfere muito. Eu acho que o importante para o candidato mesmo é estar bem orientado na parte prática e teórica porque ele vai vivenciar isso no dia a dia”, conclui o examinador, Ari Lucena.

As medidas começam a valer no prazo de 90 dias a serem contados a partir de hoje – data em que a matéria foi publicada no DOU.

Em abril, durante reunião do Contran que definiu as novas regras, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que as mudanças ajudarão a desburocratizar etapas do processo de formação do condutor. “As decisões foram fruto de muita reflexão e estão sendo tomadas com toda responsabilidade”.

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