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Segunda, 27 Fevereiro 2017 00:41

Categorias de base: o futuro do futebol do Acre

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260217-esporte-weverton-arquivopessoalSe investir na base é sinônimo de clube forte e formador de craques, por que os dirigentes do esporte acriano continuam a investir em atletas rodados e cheios de vícios, a cada temporada?

A coluna Gazeta Esportiva vai abordar o problema crônico que tomou conta do futebol do Acre e do restante do Brasil: categorias de base. Se fizermos uma rápida análise dos oito clubes que disputam o Campeonato Acriano (da Série A), veremos que a estrutura destinada à formação de novos talentos é pífia.

Praticamente não existe investimento na base que possa dar condições de o Acre revelar outro grande craque do quilate de um Rei Artur ou Doca Madureira, por exemplo.

Qual o grande nome do futebol local revelado em um clube estabelecido nas terras de Galvez? Pois bem, a última joia a sair de nossos gramados foi o goleirão Weverton (foto), hoje capitão do Atlético Paranaense e campeão olímpico pela seleção brasileira.

Revelado pelo Recriança, do desportista Mimi, Weverton chegou ao Juventus onde passou a ser lapidado pelo professor Illimani Suares. Logo o arqueiro ganhou o mundo. O atleta se transferiu para o Corinthians na temporada de 2006, mas, sem muitas oportunidades, preferiu buscar outros rumos, passando pelo Clube do Remo, Portuguesa/SP e Botafogo/SP até brilhar no clube rubro-negro paranaense.

Você, internauta, já imaginou se formássemos um atleta desse nível a cada temporada? Quando um clube revela um atleta na base e esse jogador se transfere para o futebol nacional ou internacional, o clube lucra com o jogador a cada nova transferência.

O Rio Branco até um dia desses recebeu, em euro, altas somas pela transferência do atacante Doca Madureira do futebol austríaco para o Galatasaray, da Turquia.

Então, se investir na base é sinônimo de clube forte e formador de craques, por que os dirigentes do esporte acriano continuam a investir em atletas rodados e cheios de vícios, a cada temporada?

Tudo gira em torno de montar um time, às pressas, para disputar uma competição que começará dentro em breve. Não existe planejamento a médio e longo prazos para garantir o surgimento de novos talentos.

A última vez que uma agremiação decidiu investir parte de seus recursos na garotada foi o Atlético Acriano. O time do técnico Álvaro Miguéis conseguiu montar uma equipe profissional apenas com atletas recém-tirados da base.

O esquadrão azul e branco conquistou o título do Campeonato Acriano de 2016, depois de 25 anos de jejum, e chegou até as quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro.

O feito do Galo do Segundo Distrito deixa uma lição que pode ser seguida pelos demais clubes do Acre, caso essas agremiações estejam determinadas em resgatar o verdadeiro DNA de um futebol que um dia já revelou craques fora de série como Dadão, Escapulário, Mariceudo, Venícius, Paulo Henrique e tantos outros.

Senildo Melo é repórter e cronista esportivo. Assina a coluna Gazeta Esportiva (no site AGazeta.Net) e o Balanço Esportivo (no programa Balanço Geral/AC).

Foto de ilustração: Arquivo pessoal do goleiro Weverton em rede social.

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