CABECALHO-GAZETA-ESPORTIVA

Segunda, 26 Março 2018 15:18

Preocupante! Campeonato Acriano tem a menor média de público dos principais estaduais do Norte.

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260318-esporte-estadiosvazios-tvgazetaO que leva os estádios do Acre terem média tão baixa de público?

Uma pesquisa recente, divulgada pelo site da Associação dos Cronistas, aponta que o Acre tem o pior Campeonato Estadual quando o assunto é a média de público. A publicação se baseou apenas nos quatro principais campeonatos da região, aqueles mais bem colocados no ranking de clubes e federações da CBF.

O Estado do Pará lidera disparado com média de 1 mil torcedores por partida. Isso não surpreende. Afinal, Paysandu (Série B) e Remo (Série C) possuem as torcidas mais apaixonadas no Norte e são os clubes que mais investem em contratações e em marketing esportivo.

Em segundo, uma surpresa: o Campeonato de Rondônia com média de público de 724 torcedores por jogo. Apesar de disputar apenas a Série D, o estadual rondoniense é muito forte do interior. A economia baseada no agronegócio fortalece os clubes e chama a atenção dos torcedores.

O estadual do Amazonas está em terceiro com média de 715 torcedores por partida. Mas, os clubes e dirigentes amazonenses não têm o que comemorar. Seus principais times, Manaus e Nacional, vão ter que se contentar em disputar a Série D. Como se não bastasse, a Arena Amazônia sem apelo de grandes jogos, praticamente se transformou em um elefante branco para o Governo do Amazonas administrar.

Em quarto e último lugar está o estadual do Acre com a preocupante média de 377 torcedores por partida. E olha que o Acre possui dois excelentes estádios para a prática do futebol: Arena da Floresta e Florestão. Após vários anos, finalmente teremos um time do Acre de volta a Série C: o Atlético. Porém, o que estaria acontecendo para se registrar públicos tão baixos?

No ano passado, os dirigentes de clubes que disputam a Série A do Campeonato Acriano decidiram durante uma reunião elevar o preço dos ingressos de R$ 10 para R$ 20. O que se viu foi o torcedor sumindo dos estádios.

Na rodada dupla entre Vasco 3 x 3 São Francisco e Humaitá 3 x 1 Andirá o borderô da Arena da Floresta registrou apenas 31 pagantes. Poucos jogos sendo disputado no interior também colaboram para a baixa média do certame.

O produto oferecido ao torcedor também não encanta. Os clubes não conseguem patrocínio do governo do Estado ou da Prefeitura de Rio Branco (comum em estados como Pará e Amazonas) e tampouco de grandes empresas. Como se não bastasse à concorrência com a tevê aberta e fechada, que transmite ao vivo jogos de vários campeonatos do Brasil e do mundo, existe outro fator: a violência.

Comum nas grandes cidades, a violência chegou ao Acre como um flagelo. Assustados, muitos torcedores preferem a sala da sua casa ao ter que levar a família num domingo à noite ao estádio. Isso sem falar na perda do poder aquisitivo do trabalhador ano a ano.

É preciso que os dirigentes que “pensam” o nosso futebol possam criar mecanismos que motive e traga o torcedor de volta ao estádio. A inércia somada a tantos fatores que pesam contra, pode levar o futebol do Acre a um caminho sem volta.

Senildo Melo é cronista esportivo e assina a coluna Gazeta Esportiva no site AGazeta.Net e a coluna Balanço Esportivo na TV Gazeta.

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