20 Março 2017 Written by 

Ideia conjunta do senador Sérgio Petecão (PSD) e do deputado federal Moisés Diniz (PCdoB) de trazer o presidente do INSS aqui para falar de um mutirão de trabalho do órgão no interior do estado não colou.

Turismo...

Alô, autoridades federais, estaduais, interplanetárias. O município de Jordão pede socorro. Estrangeiros descobriram o turismo de drogas em aldeias perdidas na floresta e usam o aeroporto de Jordão para idas e vindas.

... de drogas

Norte-americanos, austríacos, russos e alemães entram na Amazônia pelo aeródromo de Jordão com a desculpa de fazer “projetos com índios”, mas, vêm mesmo para “usar drogas à vontade”, protegidos pela floresta.

Providências

A denúncia desse turismo de drogas no interior do estado é dos moradores de Jordão, que estão cansados de ver essa situação por lá sem que nenhuma providência seja tomada.

Difícil de engolir

Óbvio que a Polícia Federal sabe do turismo de drogas no Jordão. Não dá para imaginar que a organização mais competente do mundo que consegue visualizar até um fiapo de papelão em meio a toneladas de carne, não saiba do que acontece nas fronteiras do país. Bem debaixo das suas barbas.

Politiqueira

Ideia conjunta do senador Sérgio Petecão (PSD) e do deputado federal Moisés Diniz (PCdoB) de trazer o presidente do INSS aqui para falar de um mutirão de trabalho do órgão no interior do estado não colou.

Politiqueira II

Não era preciso gastar com passagens e estadia para anunciar um mutirão. Bastaria uma foto com o presidente e a informação. Mesmo porque, se a Reforma da Previdência for aprovada, o INSS pode ser extinto. Afinal, ninguém mais vais se aposentar.

Prioridade

A prioridade, portanto, seria discutir a Reforma da Previdência que o presidente Temer quer aprovar até o final do mês que vem (abril). Embora fontes palacianas digam que ele (Temer), tá dando pití nos corredores do Jaburu, porque a pressão popular derrotou a PEC.

Pobre ...

Para quem não sabe, passar rasteira aciona o trinco que abre a porta do inferno astral. Michel Temer não acreditou nisso. A princípio. Mas, depois que conversas (e até fotos, segundo dizem), da mulher dele, aquela bela e recatada do lar, vazaram, os fantasmas do Alvorada botaram The New Royal Family from Brazil pra correr e descobriu-se que vai ter que importar carne dos EUA, para garantir o nível adequado de proteína para o Michelzinho, enquanto o povo na rua desafia o monarca e grita ensandecido – “Não passa”, referindo-se à Reforma da Previdência, contratou um astrólogo.

... presidente

E a discussão na Academia Brasileira de Letras é que tipo de tratamento dispensar ao presidente. Dizem que os imortais estão dando tratos à bola há meses, mas, o máximo que conseguiram até agora foi: “ Sua Temeridade” .

Título apropriado

Já pensou numa reunião da ONU, Brics ou G8, o chefe de cerimônia anunciar “Sua temeridade, o presidente do Brasil”?

Na frente

PT de Epitaciolândia fecha a questão e passa a régua. Marcus Alexandre será o candidato ao governo do estado. As vagas ao Senado também foram definidas na plenária do PT de Epitaciolândia que aconteceu no último sábado. Jorge Viana e Ney Amorim são os candidatos escolhidos para o Senado, pelo PT municipal. Detalhe, a direção regional do Partido dos Trabalhadores estava presente. Para bom entendedor...

No Acre

O Governo do Estado já calculou: a cadeia produtiva da carne no Produto Interno Bruto do Acre é de 59%. Ao menos oficialmente, não há nenhuma atividade produtiva na região que tenha tamanha importância econômica.

Medo

Europa, China, Coreia do Sul e Chile já anunciaram embargo à carne brasileira. O que isso tem a ver com o Acre? Pode ter tudo a ver. Sem grandes escalas de produção, a pecuária acriana segue o fluxo dos grandes estados produtores. Qualquer problema que estes venham a ter, o impacto é sentido diretamente aqui. Os pecuaristas (produtores de carne) estão temerosos que o preço da arroba caia devido ao “represamento” de boi no pasto.

Tempo

Mas, os mais experientes sabem do tamanho que o Brasil é nesse segmento. Quem é o primeiro em exportação de carne bovina no mundo e detém quase 30% do mercado internacional da carne de frango não pode ser desprezado. O que deve acontecer é uma crise temporária, com os embargos beneficiando os concorrentes brasileiros, mas tudo voltando ao normal na sequência.

Reação

O presidente Temer reagiu no tom adequado e na rapidez necessária. Falou em transparência, em punição a envolvidos em corrupção e solidez do capital instalado no setor. É tudo o que ao “players” querem ouvir.

Consequências

Mas, a Operação Carne Fraca já tem boas razões para ter existido: expôs a necessidade de se realizar concurso público no Ministério da Agricultura, aumentando a quantidade de fiscais e auditores. São eles que garantem o respeito à legislação e impedem a ação de corruptos do governo e da iniciativa privada. A depuração é algo salutar. Só por isso, a operação Carne Fraca já foi justificada.

Consequências II

A Operação Carne Fraca tem toda a razão de existir. Teve um denunciante, teve objetos concretos de corrupção, teve uma equipe disposta a investigar. O trabalho durou dois anos. Não é pouca coisa. Não há como criticar a operação. Quem é atingido por ela reclama do “efeito midiático”. Mas, entrar nesse nível do debate é perigoso e não leva a lugar nenhum. O que se tem a fazer é observar os elementos factuais, punir quem deve ser punido e ponto.

Bem x Mal

O que não é possível deixar de observar, sobretudo nas redes sociais, é a postura maniqueísta que muitos ainda têm a respeito da atividade pecuária. A equação é mais ou menos assim: se alguém defende o setor agropecuário, então representa o mal, o grande capital, o opressor, o destruidor do Meio Ambiente. Os críticos ao setor representam o bem, o oprimido pela ação do patronato, o coitado. Essa equação não se sustenta mais. Nem entre os trabalhadores.

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