13 Maio 2017 Written by 

A desfaçatez com que a marqueteira Mônica Moura fala da rotina no palácio do Planalto não permite a indiferença. Ela fala com o sarcasmo. O riso constante no canto da boca expõe um certo tom de deboche.

Adiós

O ex-prefeito de Feijó e ex-deputado estadual Juarez Leitão (PT) está arrumando as malas para se mudar para o Amazonas. É mais um que não aguenta o tranco de viver no "melhor lugar da Amazônia".

Agenda 40

O PSB reuniu filiados das regionais do Baixo Acre, Purus e Tarauacá/Envira, neste sábado, para debater as conjunturas nacional e estadual. Não esperem grandes mudanças. Pelo menos por ora.

Cresceu

O PSB possui 18 vereadores, dois prefeitos, 5 vice prefeitos (inclusive Socorro Néri, da Capital), um deputado federal e um estadual. Apresentou um ligeiro crescimento, mas, nada que impressione.

Dúvida

Se até o ex-ministro Antônio Palocci (PT) aceitou a delação premiada, o que estará impedindo o ex-deputado Eduardo Cunha, condenado a 15 anos de prisão de fazer o mesmo? Estranho. Muito estranho!

Cruel

A criatividade cruel do brasileiro não perdoa. O professor Tarso Cabral, da federal do Paraná, fez a seguinte análise: "PFL virou Democratas; PTdoB virou Avante; PTN virou Podemos. O PSDB vai virar Vendemos?"

Rir ou chorar?

O prefeito de Senador Guiomard, André Maia (PSD), anunciou que recebeu orações dos pastores que profetizaram o desenvolvimento e o fim da violência no Quinari.

Mistura...

Apesar da separação entre política e religião ter ficado estabelecida na Revolução Francesa (1789), nos lugares menos desenvolvidos, a simbiose é evidente. Na Rússia do início século XX, a família real vivia em função de padres e adivinhos.

... complicada

Hitler era outro que não dispensava seitas ocultistas e astrólogos. O Brasil dos últimos anos também viu o poder das igrejas entrando "di cum força" na política, a ponto de termos 87 deputados federais e 3 senadores ligados à igrejas evangélicas.

Evangélicos

Só a igreja Assembleia de Deus elegeu 24 deputados federais e 26 deputados estaduais. 10 mil vereadores, espalhados pelo Brasil, pertencem a alguma igreja evangélica, inclusive o presidente da Câmara de Vereadores de Rio Branco, pastor Manuel Marcos do PRB, ligado à igreja Universal.

Políticos

Nos últimos pleitos, a Bancada Evangélica vem registrando crescimento. Apenas em 2016, recuou para 32 parlamentares. Naquela eleição, 16 deputados evangélicos perderam a reeleição porque tiveram seus nomes envolvidos no escândalo da Máfia das Ambulâncias.

Marqueteiros

A desfaçatez com que a marqueteira Mônica Moura fala da rotina no palácio do Planalto não permite a indiferença. Ela fala com o sarcasmo. O riso constante no canto da boca expõe um certo tom de deboche. A entonação nervosa que denuncia uma mulher acostumada ao mando. A fala segura de quem diz a verdade. Mas, não aquela verdade cabalística, quase filosófica. Trata-se da verdade de quem lembra de coisas do cotidiano.

João

A discrição de João Santana segue outro roteiro. Fala pouco. Mas, da mesma forma que a esposa, denuncia situações rotineiras em uma campanha política.

Obstrução

Obstrução de Justiça é o mínimo que se pode inferir do que foi dito pelo casal em relação à postura da ex-presidente Dilma Rousseff quando os informou por meio de “um telefone seguro” de que eles [Mônica Moura e João Santana] seriam presos na Operação Lava Jato.

Bom lembrar

Nunca é demais lembrar que o ex-senador petista Delcídio do Amaral tinha mandato quando foi preso, acusado do mesmo crime.

Abalo

Outro ponto da fala de Mônica Moura interessante é quando ela lembra do processo de reeleição de Dilma. Quando a imprensa noticiava que havia uma crise entre Dilma e Lula, a grande imprensa foi acusada pelos petistas com os adjetivos de sempre. Pois eis que a marqueteira traz luz à memória: Lula queria voltar ao poder e Dilma não abriu mão da reeleição.

Cabeleireiro

Até o cabeleireiro da nova presidente era custeado com recursos nada republicanos. Mônica Moura, ao perceber que a então presidente eleita gostou do cabeleireiro e diante dos pedidos da própria Dilma Rousseff, resolveu custear passagem, hospedagem e os serviços em nome da "cliente" porque "não havia rubrica" no Planalto para aquele tipo de despesa. E, assim, as madeixas presidenciais foram moldadas nos primeiros quatro anos de mandato. É de lascar!

Pra onde?

E em pior situação está o eleitor/cidadão. Vai correr e se amparar em quem? Não dá nem para dizer com alguma soberba: "Nas instituições!" Está tudo espatifado mesmo! Vamos teimando. É o jeito!

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