27 Julho 2017 Written by 

Engana-se quem pensa que o nome forte da noite era o de Emylson. Na verdade, sai fortalecida do encontro a figura do ex-deputado estadual Luiz Tchê.

FNO

Governador Tião Viana calcula com um olho no gato e outro no peixe. Em recentes agendas nos ministério da Integração e da Fazenda, o gestor acriano foi com uma pauta focada: articular para que os bancos de crédito também operem o Fundo Constitucional do Norte, o generoso FNO.

Jogando com as regras

Um decreto publicado esta semana pelo Ministério da Integração atende a uma antiga demanda dos bancos de crédito. Para 2017, o banco já anunciou que tem R$ 4,6 bilhões para financiar projetos no Norte. Para o Acre, são R$ 240 milhões. É um dinheiro tão farto em épocas bicudas como a que vivemos que pode viabilizar indiretamente a candidatura de Marivaldo Melo a deputado federal pelo PSD.

Jogando com as regras II

Marivaldo Melo, claro, nega que seja candidato. Mas, Tião Viana, por via das dúvidas, não quer arriscar.

Paradoxal

O paradoxo da situação é que, de fato, os bancos de crédito (mesmo estando sujeito às mesmas regras estabelecidas pelo Banco Central) acabam sendo menos burocráticos do que as instituições financeiras com 75 anos no mercado. Portanto, a articulação do governador abarca, com uma só tacada, dois problemas: neutraliza um potencial adversário político e ainda pode fazer circular dinheiro no estado com mais rapidez por meio dos bancos de crédito. A conferir.

Tchê

O PDT apresentou Emylson Farias como pré-candidato ao Governo do Acre pela Frente Popular. A homologação do nome do secretário de Estado de Segurança Pública lotou o sofisticado salão do Maison Borges. Engana-se quem pensa que o nome forte da noite era o de Emylson. Na verdade, sai fortalecida do encontro a figura do ex-deputado estadual Luiz Tchê.

Segurança

Emylson Farias não tem tido tempo para a política. A gestão da Segurança Pública não lhe deixa muitas alternativas. O discurso, ainda vacilante, mostra a necessidade de subir e descer muitos barrancos para saber falar com a simplicidade que o Acre exige. Mas, até que alguém prove o contrário, é um gestor honesto e com grande potencial. Basta definir se quer, de fato, seguir a carreira política e teimar. Sem teimar, não consegue.

Lugar

E aqui vai uma crítica aos dirigentes partidários. A escolha de um espaço elitizado para fazer encontros de lançamento de candidatura é de uma falta de sintonia medonha. Não tem um lugar mais popular para mostrar um possível candidato, não?

Asmac mordendo

A Associação dos Magistrados do Acre mordeu a isca do senador Jorge Viana (PT/AC). Agora, os panos quentes já foram colocados e a crise superada. O senador ficou com a imagem de destemido, corajoso, que dá “carão” em juiz... e a Asmac com a imagem vacilante de sempre.

Gelo

Alguns magistrados precisam entender que política em era digital exige sangue frio, quase gelado: quando se mistura vaidade ferida, toga, internet e descontrole... é uma fórmula ótima para político experiente. Um embate paroquial em que não há vencedores, o senador se saiu melhor.

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