28 Julho 2017 Written by 

“Não se trata de uma questão de candidatura de Marcio Bittar ao Senado”, minimiza a fonte. “Trata-se de uma candidatura do PMDB”.

Polvorosa

Bastidores políticos estão em polvorosa com o inusitado apoio que a candidatura de Marcio Bittar ao Senado, pelo PMDB, recebeu de Wagner Sales, que até ontem brigava pela vaga.

Polvorosa II

O estranhamento vem porque, segundo informações de dentro do PMDB, Sales teria reclamado à nacional do partido, que estaria sendo “deixado de lado”, pelo comando local do PMDB.

Cautela

Líderes políticos de vários partidos analisam com cautela o apoio manifestado pela raposa política Wagner Sales a Marcio Bittar. Para esses, Wagner está tirando um ás da manga, que pode mudar completamente o jogo nas próximas eleições.

Sem público

Debate sobre a Segurança Pública promovido pelo senador Gladson Cameli, praticamente se limitou a um debate entre as diferentes polícias. Até um oficial do Rio de Janeiro foi trazido para debater. Só apareceram para ouvir o debate, o prefeito de Capixaba e o vice-prefeito de Assis Brasil, o deputado Nelson Sales (sem partido) e o próprio senador Cameli (PP). No mais, praticamente só policiais.

Expert

Trazer um oficial do Rio de Janeiro para falar de falta de segurança no Acre é motivo de galhofa. Afinal, o estado brasileiro onde a violência está mais “sem freios”, é no Rio de Janeiro. O Acre é fichinha, perto do RJ.

Dança sem par

Uma parte do PSDB do Acre não entende o ritmo apressado que o presidente da legenda tem dado ao partido. A avaliação é de que a atuação do major como parlamentar é excelente, com posicionamentos claros e coerentes. Mas, a dança nas bases é fora do compasso e com “pisões” doloridos nos pés dos parceiros.

Dança sem par II

Há um entendimento entre alguns dirigentes de que O PSDB precisaria “conversar mais”. Não apenas internamente, mas na construção de consensos fora do ninho tucano. Há três demandas urgentes: 1ª) “questão interna”; 2ª) “questão Marcio Bittar” e 3ª) “questão Henrique Afonso”.

“Questões internas”

O que é necessário ao PSDB do Acre para se tornar um partido mais orgânico nas comunidades? Como fazer com que a sigla pare de orbitar em torno de um líder A, B ou C? Como um partido nascido de base parlamentar e com forte presença da classe empresarial das regiões Sul e Sudeste pode encontrar eco em um estado empobrecido e com economia amparada no serviço público?

“Questões internas” II

Para outro dirigente tucano, não há como o debate interno do partido e a construção de alianças ficarem limitados às feridas do embate Rocha x Bittar. O partido é maior que isso.

“Questão Marcio Bittar”

Para alguns dirigentes tucanos, o PSDB precisa conversar mais ainda com o PMDB, mesmo com a quase hilariante cessão de espaço de Vagner a Bittar. “Não se trata de uma questão de candidatura de Marcio Bittar ao Senado”, minimiza a fonte. “Trata-se de uma candidatura do PMDB”. Para este dirigente é o partido que detém força, estrutura, parlamentares e militantes. “Temos que fazer um mea culpa do que nós construímos na eleição passada”, sugere o dirigente.

“Questão Henrique”

“O PSDB pagou caro com a candidatura do Henrique Afonso”, avaliou. Nessa mesma fatura, os dirigentes somam falta de tato da direção do partido na correlação de forças em Senador Guiomard (com a professora Branca Menezes) e em Sena Madureira (com Toinha Vieira).

Liderança

E o PP nessa cena? Há quem avalie que os partidos de oposição à Frente Popular têm em mãos o melhor momento político para retomar o poder desde a construção do extinto MDA. O Movimento Democrático Acriano fez jus ao nome: foi, de fato, um movimento. Havia um conjunto de forças políticas com um interesse comum. E, naquela época, havia a liderança de Flaviano Melo. O MDA se desfez. E a figura de um líder que concilie, que junte, que apare arestas, não existe mais. O momento político que a oposição tem em mãos não é fruto de uma construção. É resultado de uma circunstância.

Pesquisa

Tudo isso pode ser conferido em números na semana que vem. Tem pesquisa encomendada pela TV Gazeta. A primeira de uma série até outubro de 2018.

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