15 Agosto 2017 Written by 

Aqui no Acre, a atual gestão parece que quer inverter a lógica de que é a produção quem demanda a indústria. E não o contrário.

Hora certa

Na hora certa. É o que se pode dizer a respeito do momento em que o ministro Edson Fachin proferiu decisão a respeito dos irmãos Jorge Viana e Tião Viana. A decisão está fundamentada em um pedido da Procuradoria Geral da República que não viu elementos que comprovassem envolvimento dos políticos acrianos em casos de corrupção da Petrobras.

Sem bambu

Pelo que se presume da lógica proferida em palestra para jornalistas, o procurador Geral da República, Rodrigo Janot, ficou sem bambu. Uma vez sem bambu, não teve como apontar as flechas para os Vianas. Esse é um caso em que a seriedade de quem denuncia acaba respaldando moralmente quem foi acusado.

Sem bambu II

Sim. Porque de uma coisa não se permite dúvidas: se houvesse o mínimo indício, Janot não pouparia artilharia, seja de flechas, bole-bole, traque, canhão... os cambau. Ele conduziu o processo com rigor, até onde o cargo lhe permitiu. Sem conexão entre Jorge Viana e Tião Viana nos desvios do Petrolão, o relator da Lava Jato no STF deu a canetada derradeira. O processo passou pelas mãos da ministra Carmen Lúcia, presidente da corte, que concordou com o colega.

Gilmar

Atenções para o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes que tem em mãos outro processo: o que analisa a possibilidade de crime eleitoral, supostamente praticado pelos irmãos Viana, nas campanhas de 2010 e 2014. A acusação é de prestações de contas falsas e abuso de poder econômico. Haja banho de descarrego! Devem chegar à mesma conclusão.

Carroça

Mais uma vez o Governo do Acre coloca a carroça na frente dos bois no que se refere ao setor produtivo. Duas empresas de Rondônia demonstram interesse em se instalar para beneficiar arroz. As indústrias dizem que pretendem instalar uma unidade de R$ 4 a R$ 5 milhões. O Governo diz que só espera uma proposta de “arranjo tributário” (neologismo para concessões) para dizer o “Ok”. Mas, uma perguntinha básica: vão empacotar arroz produzido onde? No Acre?

Erro

Aqui no Acre, a atual gestão parece que quer inverter a lógica de que é a produção quem demanda a indústria. E não o contrário. Na Dom Porquito, a capacidade de abate é para 600 cabeças por dia. Mas, a realidade se depara com míseras 150-180. A Peixes da Amazônia fala por si. Há uma pressa na gestão, amparada por uma eterna preocupação de ordem política, que não condiz com a realidade da produção agropecuária acriana.

Fisiologia “cibiti”

É uma cabeça grande para umas perninhas bem “cibiti”.

Perdendo espaço

O senador Gladson Cameli (PP), que começou a campanha para o governo do estado lá atrás, quando lançou seu nome para a Câmara dos Deputados e era considerado imbatível até poucos meses atrás, vem despencando em queda livre.

Reviravolta

Gladson conseguiu o impossível: perder para ele mesmo. Voz corrente em todo o estado é que quem o conhece faz campanha contra. Isso se aplica principalmente às pessoas nas quais ele criou expectativas e depois frustrou.

Reviravolta II

No município de Jordão, só para citar um exemplo, ele cooptou três candidatos a vereador. O povo diz que ele comprou, mas, nós usamos,cooptou. Nenhum se elegeu e Gladson não cumpriu nada do que havia prometido a eles. Resultado- os três fazem campanha ele.

Reprodução

A atitude dos candidatos do Jordão é a prática em todos os municípios. Tem gente que diz que não vota no PT de jeito nenhum, mas, faz campanha contra Gladson...

Reflexo

Já na Capital existe um grupo que quer votar em Marcus Alexandre. A condição é que ele saia do PT. O grupo de comerciantes não quer nada né? Só fazer o homem mudar de partido. A exigência assanhou o Luiz Tchê!!!

Fazer as...

Parece que DEM e PSDB vão ter que fazer as pazes. Gladson Cameli (PP) está mais propenso a aceitar a oferta do PSDB do que a do DEM, e levar um tucano (a) de vice. O que deve mexer com o tabuleiro da oposição.

... pazes

Se o vice de Gladson for tucano, o deputado Major Rocha vai para a reeleição e Luiz Gonzaga disputa a reeleição estadual, deixando Tião Bocalom (DEM) livre para disputar o Senado. Nesse caso, Alan Rick teria que tentar a reeleição...

Vice do Marcus

Já o PT, que costurava com os partidos da FPA a indicação do vice, bastou ver a queda do Gladson e o crescimento de Marcus Alexandre para já começar a defender a chapa pura, tão ao gosto dos petistas!

Saída

Satisfeitos com os rumos que a pré-campanha vem apresentando, os petistas respiram aliviados porque finalmente encontraram um jeito de eternizar Nazareth Lambert na função de vice.

Prestar atenção

E a turma que anda por aí em busca de um bom nome para suplente de senador, como Sérgio Petecão, por exemplo, que fique esperto, porque essa reforma política que estão tentando aí extingue a figura do vice. Então, senador Petecão (PSD), pode deixar o Juruá!

Refrescar a memória

Só para refrescar: essa história de distritão que está sendo votada na Câmara dos Deputados não é nada original. Em 2015, Eduardo Cunha (ele mesmo!) já havia tentado aprovar esse monstrengo que só é utilizado em países de democracia duvidosa, como Afeganistão, Jordânia e outros que se sabe que existem, como Vanuatu e Pitcairn.

Reforço desnecessário

O distritão só serve para fortalecer os políticos profissionais, aqueles que entram em um ano e saem em outro e continuam ocupando cargo eletivo. Melhor exemplo são as tristemente famosas bancadas setoriais, como as BBB- Bancada do Boi, da Bala, da Bola, da Bíblia e a dos Planos de Saúde.

Força do astral

Chamou a atenção o banho de descarrego (banho de ervas) do senador Jorge Viana (PT), numa aldeia indígena para afastar as más influências espirituais. Na Umbanda, o nome disso é Ebó! E, tem mais candidato que é useiro dessas práticas. Pelo visto a eleição não vai ser definida nas urnas, mas, no astral!

Enrolado

E aquele parlamentar que foi preterido pela cara metade em favor de um personal trainer, agora anda de casa em casa de eleitores falando mal da ex. Vai conseguir reelegê-la!

Pega mal

Parlamentar que convida piriguete para conhecer seu ambiente de trabalho, em horário de sessão e reclama achando que é vítima de fofoca, pode ser levado a sério? Diz aí, leitor.

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