30 Outubro 2017 Written by 

O tom de vitimização dado a Marcus Alexandre soou “forçação de barra”. Mobilizar cargos comissionados para prestar solidariedade ao prefeito em função da Operação Buracos nem de longe conseguiu manter o espírito do que ocorreu com Jorge Viana.

Magnífico

Assim o senador Sérgio Petecão (PSD) designou o encontro de governadores que aconteceu em Rio Branco, na semana passada. A coluna se reserva o direito de ser pragmática e entender que se não houver uma ação do governo federal tanto no sentido de fortalecer o controle das fronteiras quanto na liberação de verbas para a Segurança, o encontro de governadores foi o equivalente a enxugar gelo.

Encontro

Durante dois dias, a capital do Acre, se transformou no muro das lamentações dos governadores do país. Todos reclamando dos problemas que tem em relação à violência e ao tráfico de drogas. Apesar da “Carta dos Governadores”, não se tem certeza de que os ecos dos gritos cheguem até Brasília.

Planejamento

No entanto, é preciso entender que no país que pouco planeja e, quando o faz, executa mal, um encontro como o que ocorreu aqui no Acre é preciso ser valorizado. Não se pode confundir “planejamento” com as famosas “reuniões” a que os gestores tanto se acostumaram.

Cobrança

Com a alma na mão, dados os exemplos de políticos presos, os governadores relembraram os “bons tempos”, quando a Polícia Federal prendia bandidos. “Agora, só querem prender político”. É que, às vezes, as coisas se misturam, excelências.

Dupla...

Parece que não dá mesmo para juntar o ex-deputado federal Sérgio Barros (PSDB), com o senador Sérgio Petecão (PSD). Na última reunião que os dois tiveram, saiu a ideia de mudar a moeda brasileira, mais uma vez. No mínimo, vai se chamar Peteca em vez de Real.

... do barulho

Mas, a ideia até que tem fundamento. Na avaliação do senador e do ex-deputado, os R$ 51 milhões encontrados no apartamento do ex-ministro Geddel Vieira, não deve ser um caso isolado. Deve ter muita gente por aí estocando dinheiro que vai aparecer durante a campanha política de 2018. Mudando a moeda, os donos do dinheiro serão obrigados a movimentá-lo, o que levará a Polícia Federal a encontrá-los.

Preconceito

Interessante como algumas ações contra o preconceito carregam mensagens subliminares que reforçam o preconceito. No caso do casamento coletivo homoafetivo, por exemplo, foi preciso mudar a data, porque só 12 casais se habilitaram. Enquanto isso um casamento coletivo hétero, reuniu milhares de casais na semana passada. Por que não colocaram os casais homo junto com os héteros? Dessa maneira, só se reforça a diferença. Hétero num dia, homo noutro.

Vitimização

O tom de vitimização dado a Marcus Alexandre soou “forçação de barra”. Mobilizar cargos comissionados para prestar solidariedade ao prefeito em função da Operação Buracos nem de longe conseguiu manter o espírito do que ocorreu no processo de reeleição de Jorge Viana que teve a candidatura cassada pelo extinto MDA.

Exportação

Dia 8 de novembro está agendado encontro entre o ministro da Agricultura do Brasil, Blairo Maggi, e o ministro da Agricultura do Peu. Na agenda oficial, a questão da pauta de exportação de carne de porco do Acre para o país andino.

Gargalos

É preciso, no entanto, reforçar ao leitor a série de gargalos que a Dom Porquito precisa resolver para atender à demanda do mercado peruano. Já foi, inclusive, lembrado aqui neste espaço que, para atender aos pedidos de Manaus, Roraima e Rondônia, a Dom Porquito teve que comprar carne de porco do Mato Grosso.

Ritmo diferente

Enquanto a diplomacia consegue abrir mercados, a produção do Acre não segue o mesmo ritmo.

Sugestões, críticas e informações O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.



agazeta logotipoAv. Antônio da Rocha Viana, 1.559
Vila Ivonete - Cep. 69.914-610
Rio Branco - Acre
Tel.: (68) 2106-3050
Fax: (68) 2106-3081

Fique Conectado