08 Dezembro 2017 Written by 

É preciso refinar o olhar ao ponto de fazer com que toda vez que o cidadão ao ouvir as sirenes policiais ou ao ler notícias sobre a milésima edição da Operação Impactus raciocine que todas as outras execuções de políticas públicas falharam.

Aparência

Enquanto a oposição se digladia publicamente pela indicação do vice de Gladson Cameli (PP), a FPA vive um momento de aparente calmaria com Emylson Farias (PDT), definido como vice de Marcus Alexandre (PT). Mas, a calmaria é só aparência. Nos bastidores mais escuros, uma luta de morte vem sendo travada.

Mulheres

O deputado federal Marco Feliciano (PSC) reagiu à acusação de machista afirmando ser um eterno defensor das mulheres. Disse ele: “Eu vivo numa casa cercado de mulheres. Esposa, filha, moças que fazem a limpeza e até a minha cachorra é do sexo feminino (sic). Grande defensor! A fala foi gravada.

Marcos & Marcos

Uma coisa é certa: o presidente da Câmara de Vereadores, Manoel Marcos (PRB), fez o que até então ninguém teve coragem de fazer: peitou os bancos e conseguiu aprovar a Lei da Fila, com multas condizentes com o faturamento dessas instituições. Resta observar agora, se o prefeito Marcos Alexandre terá a mesma coragem.

Marcos & Marcos II

Talvez a questão não se trate exatamente de coragem, mas de interesses. Sabe Deus! Com uma campanha se avizinhando, talvez o prefeito fique meio sem ação...

Malilete

O título da nota não traz erro de ortografia, não. É assim mesmo que a prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino (PSD) vem sendo chamada. Ela conseguiu desgostar aliados, tanto em Tarauacá, quanto na gestão na Amac. Marilete tem quase a totalidade contra ela. Problema certo para a reeleição do senador Sérgio Petecão.

Empoderamento

Dizem que essa é a expressão favorita do prefeito de Cruzeiro do Sul, Iderley Cordeiro (PMDB). Ele empoderou uma pessoa que mal sabe escrever o próprio nome a tal ponto que o cidadão é chamado de “Carioca do Ilderley”, em lembrança aos tempos em que a palavra do Francisco Nepomuceno era Lei, no governo.

Empoderado

Pois o “empoderado” de Ilderley, o Carioca do Juruá, gostou tanto do poder que administra mais que o prefeito. No melhor exemplo Jânio Quadros, ele governa via bilhetinhos. É bilhetinho mandando contratar todo o dia, nas secretarias do município.

E daí?

O Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF) é um órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Este departamento divulgou nesta sexta-feira os dados sistematizados pelo sistema Infopen sobre a situação das prisões no país. O Relatório de Gestão mostrou que o Acre é o segundo do país em taxa de aprisionamento. É ultrapassado apenas pelo Mato Grosso do Sul. São 656,8 presos para cada grupo de 100 mil habitantes.

E daí? II

A pergunta é: o que o cidadão faz com uma informação dessas? Alegra-se? Em uma abordagem mais generalista, há um aspecto positivo: isso indica que as polícias estão prendendo muito. Mas, isto, antes de servir de motivo para júbilo, é motivo de muita preocupação.

Cultura do encarceramento

Essa cultura do encarceramento é preciso ser rompida. E o poder público tem muita responsabilidade nisto. Aonde essa cultura irá levar o cidadão? É preciso refinar o olhar ao ponto de fazer com que toda vez que o cidadão ao ouvir as sirenes policiais ou ao ler notícias sobre a milésima edição da Operação Impactus raciocine que todas as outras execuções de políticas públicas falharam.

Isso

Porque é exatamente isto. A Polícia Militar opera quando já não há alternativa possível: a única possível é a prisão. Quando a prisão é a única alternativa viável, acabou a Política. O que restou foi o Estado Polícia.

Não fecha

O que o relatório de gestão do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas mostrou foi uma equação que não fecha nunca: um arcabouço jurídico de proteção de direitos associado à escassez de políticas públicas para o ambiente prisional e a cultura do aprisionamento. Traduzindo: maior possibilidade de ter gente presa com aumento da população carcerária. Em uma palavra: lascou!

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