03 Janeiro 2018 Written by 

O coronel Marcos Kinpara assumirá o comando da Polícia Militar no próximo dia 19, em substituição ao coronel Júlio César. A mudança não motivou a tropa que entende que trocar o comando não é a saída.

Troca

O coronel Marcos Kinpara assumirá o comando da Polícia Militar no próximo dia 19, em substituição ao coronel Júlio César. A mudança não motivou a tropa que entende que trocar o comando não é a saída. Para eles, podem trocar o comando uma vez por mês que não vai adiantar.

Realidade

Para os militares, a saída seria uma mudança na forma de tratamento da PM, que amanheceu esta quarta-feira com a cota de gasolina para as viaturas racionada. Desta vez foram os empresários do setor de combustíveis que decidiram diminuir o fornecimento porque o Governo do Estado não os paga há meses.

Contestando

Os policiais contestam a informação do porta voz do governo que disse que a PM terá R$ 200 mil a mais em relação ao ano passado. Segundo eles, R$ 200 mil não paga nem o abastecimento das viaturas durante um mês.

Abundância

Ao mesmo tempo em que mantém um orçamento minguado para o funcionamento da PM durante todo o ano de 2018, o Governo do Estado aumenta de R$ 14 milhões para R$ 62 milhões a verba da Secretaria de Segurança Pública que tem função meramente administrativa. Essa “generosidade” está gerando muitas teorias.

Teoria

Uma dessas teorias dá conta da impossibilidade de se mexer no orçamento da PM. Quem defende essa tese argumenta que “mexer para diminuir” faria a tropa chiar. Já outra tese trata da “facilidade” de se mexer na verba de uma secretaria. A da Secretaria de Estado de Segurança Pública, por exemplo. Segundo os adeptos dessas teorias conspiratórias, só isso explicaria o súbito aumento do orçamento da Sesp em ano de campanha eleitoral.

Última hora

Terrível as instituições permitirem o tensionamento até quase às últimas consequências para só então encontrarem uma solução. Foi ontem à tarde a reunião que decidiu por manter a complementação salarial dos PM’s. Decisão que impediu a realização da “greve branca”, intitulada “Operação Cumprindo a Lei”, que deixaria a cidade à mercê da bandidagem e que estava marcada para iniciar nesta quarta-feira (3).

Esquisito

Mas, o mais esquisito nessa história foi ver detentores de altos salários negociando uma complementação para policiais que, sem esse auxílio, ganham menos que um salário mínimo. Situação que abrange soldados, cabos e sargentos.

Outra esquisitice

Se a "Operação Cumprindo a Lei" foi suspensa, por lógica, está dito que os policiais que estão nas ruas continuam atuando sem as devidas obrigações legais sendo obedecidas.

States

E o governador, morto de preocupado com a situação, viajou para Nova York. Ele é adepto da máxima que diz que é de fora que se enxerga a totalidade. A coluna aposta que bastarão algumas horas em território ianque para o governador encontrar uma solução e ligar para colocar a casa em ordem.

Caneladas

Impressiona como a atual gestão do Governo do Estado tropeça nas próprias canelas. Nessa questão do pagamento da sexta parte dos rendimentos dos policiais, por exemplo: quando, finalmente, os casos de degola e mutilamento deram uma trégua por parte das facções, eis que o Governo perde tempo com filigranas. Quando o Governo quer, sabe muito bem como tratar as recomendações do MP.

Por falar em MP...

E a Promotoria Especializada de Defesa do Patrimônio Público e Fiscalização das Fundações e Entidades de Interesse Social tem uma explicação a dar à sociedade. Afinal de contas, a recomendação que fez ao Executivo está fundamentada em uma decisão do TJ. Essa recomendação, agora, promete ser revista pela Procuradoria-Geral. Fica o dito pelo não dito. E segue o baile!

Teima

Se a promotoria tem segurança de que a recomendação está fundamentada legalmente, que tem amparo legal e que o Executivo, em alguma medida, está descumprindo a lei, resta recorrer. Há formas de uma promotoria contestar as danações dos procuradores gerais.

Quase esquecido

Nessa confusão todinha em que se transformou o Acre, com possibilidade de greve da PM, greve da Saúde, violência e outras “cositas más”, quase passa despercebido que a função de subcomandante está vaga desde o ano passado. Coronel Márcio do Amor Divino deverá ocupar a vaga.

Ninguém

Nessa época do ano, é mais fácil tropeçar num anjo tocando harpa que encontrar um parlamentar no Estado. Recesso para eles tem nome de Fortaleza. Sugestão é que mudem a sede do governo para o Ceará durante esse período. Será mais fácil.

Sugestões, críticas e informações O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.



agazeta logotipoAv. Antônio da Rocha Viana, 1.559
Vila Ivonete - Cep. 69.914-610
Rio Branco - Acre
Tel.: (68) 2106-3050
Fax: (68) 2106-3081

Fique Conectado