31 Janeiro 2018 Written by 

Independente da decisão de José Agripino, o DEM sairá rachado. O pequeno partido no Acre deverá encolher ainda mais, seja qual for a decisão. Se for favorável à Alan Rick, o que é mais provável, é dada como certa a debandada do grupo fiel a Bocalom.

Espatifado

A oposição ainda estava em processo de “catar os cacos” do pote quebrado pelo candidato do MDB ao Senado, quando o próprio MDB jogou os cacos no chão espatifando ainda mais. Está-se referindo à decisão de manter a candidatura de Marcio Bittar, frustrando os demais partidos que orbitam a candidatura Gladson Cameli (PP).

Mal estar

Todos os partidos de oposição, inclusive um expressivo segmento do MDB, não concordaram com a decisão dos que participaram da reunião sem o presidente estadual, Flaviano Melo, em manter a candidatura Marcio Bittar. Entre os demais partidos que compõem a frente de oposição à FPA, o grupo da ex-deputada Antonia Lúcia (PR) é um dos mais indignados.

De posição

O PSDB foi o primeiro partido a se manifestar e mantém a posição de isolar Marcio Bittar. Ao contrário do PSD, onde o presidente estadual, senador Sérgio Petecão, apesar de ter sido duramente atingido pelas declarações de Marcio Bittar que afirmou que o senador tinha vendido a 1ª suplência por R$ 1 milhão para Fernando Lage, adotou uma posição conciliadora.

Paz e amor

O senador Sérgio Petecão levantou a bandeira branca em nome da unidade e da vitória da oposição numa luta maior. Mesmo assim, o senador reconhece ser complicada a situação. A versão “paz e amor” do Petecão está dando panos para mangas.

Detalhe

Com um detalhe: o senador Sérgio Petecão já estabeleceu a seguinte estratégia: deixar Bocalom pelejar com Ulysses na aventura da candidatura própria até que a dupla, no entendimento do senador, perceba que o adequado é se unir a Cameli. Ainda na primeira etapa da campanha. Petecão não aposta na vinda do DEM em um eventual segundo turno. Os democratas, acreita Petecao, vem ainda no primeiro turno.

Russos

Só tem que combinar isso “com os russos”. E “os russos”, nesse caso, é Bocalom. Que, por enquanto, não demonstra nenhuma disponibilidade de retirar o nome de Ulysses.

Decisão

Besteira essa história do deputado federal Alan Rick (DEM) querer decidir sem a presença de Tião Bocalom, com quem o partido vai caminhar na eleição deste ano. Bocalom é o presidente estadual do DEM e pode impugnar qualquer decisão. Besteira também é o Bocalom achar que reúne seus 20% e decide pelo partido. A decisão será de José Agripino, presidente nacional do DEM.

Decisão II

A reunião do DEM do Acre com a executiva nacional do partido está marcada para o fim de fevereiro. Até lá, a política do Acre terá que conviver com o grupo do deputado Alan Rick apoiando Gladson Cameli (PP), governador e com o grupo do presidente Tião Bocalom, fazendo campanha para o coronel Ulysses, governador.

Racha

Independente da decisão de José Agripino, o DEM sairá rachado. O pequeno partido no Acre deverá encolher ainda mais, seja qual for a decisão. Se for favorável à Alan Rick, o que é mais provável, é dada como certa a debandada do grupo fiel à Tião Bocalom. Se for favorável ao atual presidente, o DEM ficará pequeno demais para acomodar o deputado Alan Rick que, em apenas um ano de mandato, terá que procurar sua terceira sigla.

Preferido

Alan Rick é o vice-preferido para Gladson para pelo menos dois “conselheiros” políticos de Cameli. Eles avaliam que Alan é mais fácil de ser manobrado que um Valmir Ribeiro (MDB), conselheiro do TCE, por exemplo. Esquecem que o conselho que vale mesmo é o de Eládio Cameli, pai do candidato ao governo.

Para Eládio...

Fontes ligadas ao próprio PP informaram (muito a contragosto e sob o direito do sigilo da identidade) que o nome de defesa de Eládio é mesmo o conselheiro Valmir.

Suspeita

Lideranças da oposição, afirmam que não é impossível, Vagner Sales (MDB) optar por ser ele o candidato a deputado estadual em vez da esposa, Antônia Sales. Vagner tem um sonho recorrente: o Senado. Mas, não se importa de poder realizar novamente a Prefeitura de Cruzeiro do Sul, se for o caso. Para isso, precisa se manter em evidência.

Minoru, nada

Besteira forçar a barra com essa história de que a queda de Marcio Bittar favorece Minoru Kinpara (REDE). Marcio não tem voto na universidade, nem nas faculdades, onde o nome de Minoru é conhecido. A queda de Marcio pulveriza votos nas candidaturas de Petecão (PSD), Mara Rocha (PSDB) e... Ney Amorim (PT).

Forçou

Alguém precisa avisar ao senador Jorge Viana (PT) que fica mal na foto ele aparecer em eventos do Governo do Estado para gravar entrevistas. Por não ser do Executivo e estar em campanha para a reeleição, soa muito esquisito. Nesta quarta-feira, por exemplo, o senador participou de um evento na Polícia Militar, onde o tema era o combate às facções criminosas. Até aí tudo bem, mas dar entrevista falando sobre o tema é estranho! Os dois outros senadores, Gladson Cameli e Sérgio Petecão, poderiam exigir ser ouvidos também.

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Foto de ilustração: site acritiadoacre.com.br



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