03 Fevereiro 2018 Written by 

Há um “diálogo” inicial em função da presença dos policiais e seus armamentos. Mas, em pouco tempo esse “diálogo” se esgota. Há necessidade de outras ações de Estado no lugar.

Refém

Oposição está refém de Vagner Sales (MDB). A decisão de manter a pré-candidatura de Marcio Bittar ao Senado foi do ex-prefeito de Cruzeiro do Sul. O partido apenas se curvou e dobrou todos os partidos que orbitam em torno da candidatura de Gladson Cameli (PP), apesar do mal estar generalizado.

Próximo

Se Flaviano Melo não tomar uma posição para conter Vagner Sales e Marcio Bittar, poderá ser a próxima vítima. Eles vão derrubar Flaviano e se apossar do MDB. A avaliação é de uma importante liderança da oposição.

DEM nada

A posição oficial do DEM continua indefinida. O deputado federal Alan Rick fez uma reunião para decidir o apoio a Gladson Cameli, de quem pretende ser vice, mas, sem a presença do presidente Tião Bocalom. A reunião não valeu de nada. Na quinta-feira (31), Tião Bocalom fez outra reunião. Desta vez sem a presença do deputado Alan Rick. O grupo decidiu que o partido mantém o apoio ao coronel Ulysses e que Alan será candidato à reeleição. Não valeu, porque Alan nem mesmo estava presente para dizer se aceita disputar a reeleição.

Contraponto

Ao ver a foto, enviada pela assessoria, com o comandante da PM, coronel Marcos Kinpara em primeiro plano, fazendo a tradicional cara de mau, tendo o helicóptero Estrelão no ar ao fundo, finalmente entendemos o motivo da escolha. O PT quer fazer o contraponto ao coronel Ulysses. Tipo assim: “tem macho do lado de lá? Também tem do lado de cá”.

Erro

Há um risco nessa postura do comandante. No afã de querer estimular a tropa com o perfil de “ir pra rua combater criminosos”, uma tiazinha, segurando uma bengala, lá no Taquari, pode disparar verbos de tal forma que colocará o comandante no chinelo e aí o constrangimento será geral. Sem contar um fato provável que aconteça: policial na rua está sujeito a tudo, inclusive o comandante. Caso ocorra um problema com ele em uma operação, a quem os comandados irão recorrer?

Ocupação

A Operação Ocupação traz a correção do princípio, mas peca na execução. O princípio é elementar: onde o Estado mostra presença, a criminalidade (essa ligada ao tráfico de drogas, assassinatos) é afastada. Ocorre que a polícia, sozinha, não dá conta de sustentar todas as carências da comunidade.

Ocupação II

Há um “diálogo” inicial em função da presença dos policiais e seus armamentos. Mas, em pouco tempo esse “diálogo” se esgota. Há necessidade de outras ações de Estado no lugar: fortalecimento de iniciativas econômicas da comunidade, atividades culturais e esportivas, cursos. É preciso uma intervenção integral e não apenas policial. Isso não é novidade para ninguém. Mas, também não é executado por ninguém.

E agora?

No início da semana foi o ministro da Defesa, Raul Jugmann que declarou que o sistema de Segurança Público no país está falido. Ontem (2), no portal do jornal O Estado de S. Paulo foi a vez do ministro-chefe do gabinete de Segurança dizer que o sistema de Segurança Pública no país está “esgotado” e que precisa ser “rediscutido”.

Fundo

Até mesmo essa proposta de criação de um Fundo de Segurança Pública no país precisa ser relativizado. Ele é necessário, sem dúvidas. Espanta não existir, assim como espanta não existir um sistema unificado. Mas, o que já é garantia constitucional nas áreas de Educação e Saúde não serve de exemplo: ou o nosso sistema educacional e de saúde pública são referências para algo?

Papudinha

A decisão de fechar a Papudinha é acertada. Os presos do semiaberto passarem a cumprir pena com o uso da tornozeleira é uma decisão judicial possível diante da falência assumida do sistema. Em relação à preservação da vida dos condenados é um situação controversa. Eles estão vulneráveis tanto quanto estariam se fossem passar a noite na prisão. O adequado é transformar o espaço em um anexo das escolas militares que surgirão. Ou, finalmente, usar uma parte da estrutura para fazer um canil militar de vergonha.

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