07 Fevereiro 2018 Written by 

Valmir Ribeiro é proibido por lei de fazer, na condição de conselheiro de Contas, qualquer manifestação de cunho político-partidário. Aceitar a condição de pré-candidato a vice na chapa de Gladson é uma decisão que exige formalizar a aposentadoria.

Pela tangente

Deputado Raimundinho da Saúde (Podemos) conversou amigavelmente com o governador Tião Viana (PT) ontem. Quando o governador questionou os ataques de Raimundinho, o parlamentar saiu-se com essa: “eu não falo mal do senhor. Só do seu secretariado”.

Aliás

Por falar em Tião Viana, é de se ressaltar a postura equilibrada do governador Tião Viana, abordado recentemente por um jovem conselheiro de Saúde. O rapaz o questionou sobre vários assuntos, mas destacou o que chamou de “imposição da terceirização” da saúde pública. Óbvio que o tema é polêmico e gestor público tem que estar preparado para esses episódios.

Aliás II

Mas, o jovem estava tão nervoso, ficou tão ansioso em abordar o gestor que esqueceu o básico: ao perguntar, esperar a resposta. É uma postura elementar. Mas, por onde passou, esse instrumento de gestão é polêmico mesmo. Faz parte do jogo.

Na lata

O deputado Luiz Gonzaga (PSDB) explicava aos colegas que está cuidando da saúde do coração, quando Raimundinho da Saúde cortou a conversa para dizer que tem um coração “de menino”. Foi interrompido por sua vez pela deputada Eliane Sinhasique (MDB) que disse: “ lógico que é coração de menino. Com esse tamanho não ia caber um coração de adulto”.

Anunciado

Deputados do PT já começaram a usar o conteúdo dos áudios em que Marcio Bittar (MDB) detona a oposição. “Ou a gente implode essa candidatura do Marcio ou vamos morrer todos juntos”, concluiu um deputado de oposição.

Esquentou

O clima na Assembleia Legislativa esquentou na primeira sessão ordinária. Os deputados se estranharam exatamente por conta dos áudios de Márcio Bittar. A representação do PT foi chamada de Lixo por Gerlen Diniz (PP) e de M... por Jairo Carvalho (PSD). O presidente teve que chamar a atenção dos esquentadinhos.

Sem apoio

O vereador N. Lima (sem partido) declarou em alto e bom som que o grupo político dele não vai apoiar a candidatura de Marcio Bittar ao Senado. O vereador prêmio Turrão leva com ele o filho, deputado Endy Lima (DEM). A decisão cria mais um problema interno no Democratas.

Sacada

O deputado federal Leo de Brito (PT) teve uma sacada interessante: quando o país todo condena o auxílio-moradia de juízes e desembargadores, Leo apresentou um projeto proibindo auxílio-moradia para parlamentares federais que possuam imóvel em Brasília. Faltou coragem para mexer no auxílio dos juízes.

Explicado

Publicamente nenhum deputado comentou a divulgação da notícia envolvendo a apreensão da caminhonete da deputada Leila Galvão (PT). Mas, nos bastidores, a oposição não poupou críticas e risos. O fato de a parlamentar utilizar verba de gabinete para "doações" mensais a fortes comerciantes de Brasileia recebeu o seguinte comentário: "Tá explicado o motivo dela não ter nenhum assessor”.

Idolatria

Chama a atenção a reverência, quase ao ponto da idolatria, que alguns evangélicos fazem ao candidato do PP ao Governo do Estado. Agem como se Gladson Cameli fosse um representante de Jesus no Acre. O fato dele ter feito um pronunciamento (coisa rara) na sessão do Senado pedindo auxílio do Exército para fazer a segurança na Capital foi saudada como uma ação de grande estadista, como se outros já não tivessem feito o mesmo pedido...

Valmir

O conselheiro Valmir Ribeiro é um dos mais cotados para encabeçar a chapa da oposição em outubro, na condição de vice. Isso já não é novidade. Lideranças da oposição, de diversos partidos, idades e cargos já procuraram o conselheiro no TCE. Sem espremer nenhuma ruga do rosto, Ribeiro abarca: “Eu não estou me colocando como candidato. Mas, se for consenso dentro dos partidos...” E é o máximo que o interlocutor consegue extrair de resposta prática.

Valmir II

Valmir sabe o peso que tem em uma candidatura fragilizada nos bastidores como a de Gladson. Entende de gestão pública; tem experiência no parlamento; sabe dos ritos exigidos pela política.

Fragilidade

A pré-candidatura de Gladson está fragilizada internamente porque o próprio pré-candidato cometeu o erro de terceirizar a escolha do vice (ao repassar a discussão aos partidos) e também por conceber que haverá consenso. Nunca há consenso. Uma escolha desse nível tem que ser feita por quem lidera o processo. Com diálogo, com debate, aceita-se até alguma tensão. Mas, chega uma hora que alguém precisa definir. Para o público, a candidatura está de vento em popa: beijando menino perebento, abraçando cutia, paca e batizando galo. Faz tudo de bom grado e com a simpatia de sempre.

Legislação

Valmir Ribeiro é proibido por lei de fazer, na condição de conselheiro de Contas, qualquer manifestação de cunho político-partidário. Portanto, aceitar a condição de pré-candidato a vice na chapa de Gladson Cameli é uma decisão que exige, antes, a formalização do pedido de aposentadoria do TCE.

Prazos

Lembrando: dia 16 de fevereiro foi a data estabelecida por Gladson Cameli para que os representantes dos partidos de oposição ligados ao pré-candidato definam o nome. Dia 23 anuncia-se a dupla.

Pautando

Eliane Sinhasique pauta os debates no parlamento. Em vários momentos da rotina da Aleac, a deputada expõe a fragilidade da silensiosa base aliada. A sessão desta quarta-feira comprovou a regra dessa legislatura. Ela quer que um empresário do segmento da Construção Civil, apresente elementos de supostas irregularidades na execução do programa Ruas do Povo, aquele que previa a pavimentação de todas as ruas do Acre.

Pautando II

Ao propor isto, Eliane acabou mexendo em um vespeiro. O líder do Governo, deputado Daniel Zen (PT), lembrou do vazamento do áudio de Marcio Bittar em que foi afirmada a prática de crime eleitoral na campanha de Sérgio Petecão (PSD) ao Senado. Aí, se mexe com Petecão, cutuca o deputado Jairo Carvalho e também com Gehlen Diniz, rebatido por Lourival Marques.

Rindo

A deputada, claro, não pode deixar de esboçar aquele sorriso machadiano, de canto de boca, irônico. Ela faz o que um dia coube ao então deputado Luiz Calixto. Inteligente, manobrava os debates. Conduzia conforme queria. É o rito do parlamento. Quem não tem colegas em grande número usa de artifícios outros. Quem tem colegas que nada falam em sua defesa fica desprotegido e vulnerável. O governo tem uma bancada de sustentação de um deputado só.

Mas...

Mas, o que a parlamentar propõe precisa ser observado com mais atenção. Apesar de ser uma agenda obviamente eleitoral, tem sentido, na medida que o papel do deputado é justamente (e inclusive) este: fiscalizar o Executivo.

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