03 Maio 2018 Written by 

Um dossiê elaborado pela equipe de campanha de Gladson Cameli mostra, entre outras coisas, que o Acre tem 24 mil cargos comissionados recebendo salários superiores a R$ 3 mil.

Radar

Jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, informou ontem que a dívida com haitianos cobrada pelo Governo do Acre prescreveu. O processo está sob responsabilidade do ministro do STF Marco Aurélio Mello. O que o ministro definir, baseado em preceitos constitucionais, deve servir de referência. Inclusive para Roraima que vive o drama da imigração dos venezuelanos.

Lembrando

É bom recordar um pouco o que o Governo do Acre fez para entender a justeza do pleito do que o Palácio Rio Branco está cobrando. De 2010 a 2016, o governo local pagou (praticamente sozinho) os custos da assistência aos quase 50 mil imigrantes que passaram por aqui. A situação expôs a exclusão social e econômica em níveis dramáticos.

Outra exposição

O problema também expôs outras lacunas da gestão pública brasileira. Não havia (como ainda não há) um protocolo, um método, um mecanismo, uma ordem de execução a partir do problema posto. “Eles [imigrantes] foram protagonistas de uma história que apenas iniciou”, observa a pesquisadora Letícia Mamed. Ela conclui um estudo de doutoramento pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Campinas em julho. Ela faz uma leitura do trabalho imigrante a partir dos haitianos.

Outra exposição II

Mamed se dedica ao tema desde o início, em 2010. Já pode ser considerada uma autoridade no assunto e participa de fóruns muito especializados do tema. “Eu considero legítima a postura do Governo do Acre em querer ser ressarcido. A imigração é uma dinâmica que é de responsabilidade do Governo Federal e o Governo do Acre se dispôs, à época, inclusive com limitações orçamentárias”.

Comparação

A pesquisadora faz uma comparação. “Roraima não conseguiu por em prática a mesma reação que foi executada aqui no Acre”.

Ressarcimento

O Governo do Acre quer ser ressarcido em R$ 12,4 milhões pelos gastos que teve no amparo aos imigrantes de 17 nacionalidades que passaram por aqui. A União não quer pagar. A AGU informa que prescreveu e o ministro Marco Aurélio ainda não bateu o martelo.

Vale lembrar

É bom lembrar também que a “insensibilidade” do Governo Federal vem desde as companheiras gestões aliadas a Tião Viana. Por isso, fica frágil a ironia dita ao jornalista Altino Machado ao repercutir a informação dada com exclusividade por Lauro Jardim sobre a prescrição. “Disseram que encontrariam uma saída para ressarcir o Acre. Deve ser um calendário novo que está sendo seguido pelo Governo Federal e seus defensores”, alfinetou o governador.

Bem...

Quem perde R$ 12,4 milhões não deve ficar contente. Sobretudo em tempos bicudos como o atual. Mas, a fala serviria à ex-presidente Dilma. Perfeitamente. Ou não?

R$ 4,55

Os empresários do setor de transporte coletivo de Rio Branco querem a passagem a R$ 4,55. É um disparate. E uma estratégia velha para o alvo real que é R$ 4. Duas coisas são de estranhar na primeira das oito reuniões previstas do Conselho Municipal de Transporte, a instância que decide sobre o preço das passagens: 1ª) a defesa pouco contida de gestores públicos municipais das empresas; 2ª) a presença de representantes de categorias que são partes interessadas pelo caos. Para o Sindicato dos Mototaxistas, por exemplo, quanto mais cara a passagem de ônibus, tanto melhor.

Mudança

No afã de tornar o debate o mais plural possível, a RBTrans pode acabar sendo injusta.

Inocente

A presidente do TRE, desembargadora Regina Longhini, foi pedir a ajuda da bancada federal para que a eleição no Acre acompanhasse o horário de Brasília. Logo para quem! Todos candidatos. Todos com nenhum interesse na mudança de horário. Resumo da ópera: eles foram, sim, conversar com o pessoal do TSE, para pedir que não mexam no horário.

Medo

Todos os candidatos temem que a antecipação de duas horas para o início e o fim da votação resulte em perda de votos. Porque o eleitor acriano não tem o costume de levantar tão cedo para ir votar, e muitos deixam para a última hora. Imagine o pessoal sair de casa às 16:00 do horário do Acre e 18:00 do horário de Brasília, e encontrar a votação encerrada?! Cabeças de juiz e de políticos funcionam em ritmos diferentes!

Dossiê

Um dossiê elaborado pela equipe de campanha de Gladson Cameli mostra, entre outras coisas, que o Acre tem 24 mil cargos comissionados recebendo salários superiores a R$ 3 mil. Fora os de salários mais baixos. Gladson já avisou pessoal do partido dele e da coligação que esse número vai cair pela metade.

Dossiê II

Esse estudo embasa também a intenção de diminuir o número de secretarias estaduais dos atuais 27 para 15, no máximo. Resta saber que conta Gladson Cameli (PP) vai fazer para acomodar todo o pessoal dos partidos que o acompanham.

Estratégia

Cientes das deficiências de oratória de Gladson Cameli, o conselho de campanha elaborou uma estratégia: será o vice, Major Rocha (PSDB), quem participará dos debates, representando o candidato majoritário. Eles entendem que Rocha tem condições de colocar tanto Marcus Alexandre quanto coronel Ulysses no chinelo.

Para Leila...

Nos bastidores políticos, ninguém duvida que essa doação de R$ 18 milhões em cotas da Dom Porquito, às vésperas da eleição, tem um objetivo inequívoco: turbinar a campanha da petista Leila Galvão. E, o motivo é simples: todos os beneficiados são da região de Brasileia e Epitaciolândia, reduto da petista.

... com amor

O pacote de bondades com o qual o Governo do Estado decidiu presentear a parlamentar petista despertou a atenção de todos os outros deputados. Inclusive do PT, que estão vendo esse substancial aporte para a candidatura dela, enquanto os demais amargam a crise e a dificuldade em captar recursos.

Presente

Os colegas de parlamento não entendem o motivo do presente à Leila. Ela sequer abre a boca para defender o governo dos ataques da oposição. Usa a tribuna três vezes por dia, mas, apenas para falar do que lhe interessa.

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