Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019
23 Maio 2018 Written by 

Politicamente, para um governo que se elegeu prometendo fortalecer a indústria e sobretudo a indústria vinculada à Economia Florestal, ter um empreendimento como a Natex falido é uma bomba.

Natex

Equipe de assessores políticos e parlamentares da base de apoio se reúnem nesta quinta-feira para apresentar alternativas ao governador Tião Viana. Ele deve apresentar as providências do Estado em relação ao assunto na próxima semana. É a expectativa.

O quê?

O Governo do Estado vai ter que explicar, com a máxima transparência que nossa República suporta, o que aconteceu com a gestão da Natex. Politicamente, para um governo que se elegeu prometendo fortalecer a indústria e sobretudo a indústria vinculada à Economia Florestal, ter um empreendimento como a Natex falido é uma bomba.

Mas...

No entanto, é preciso fazer uma diferenciação para que não se cometa injustiças. A oposição alimenta o problema afirmando que “é mais uma empresa que Tião Viana leva à falência”. É preciso ter calma para não se cometer injustiças.

Diferenças

Há diferenças basilares entre a Natex, Acre Aves, Dom Porquito e Peixes da Amazônia. E essa diferença, do ponto de vista administrativo, deixa o governador Tião Viana muito tranquilo. Entre todos, a Natex tem o pior desenho. Por quê? Porque ela foi construída e gerenciada pelo poder público. E é neste ponto que cresce a necessidade de transparência sobre aquilo que não foi feito (ou foi feito errado) na gestão do empreendimento.

Diferenças II

Acre Aves é um empreendimento também construído pelo poder público. Mas, foi feita uma concessão para a iniciativa privada. A Dom Porquito já tem outro formato: é um empreendimento privado, mas com participação do capital público. O Estado é um dos cotistas. É sócio. Tem pequena participação. A Peixes da Amazônia tem um desenho que se aproxima da Dom Porquito com a diferença de maior participação do Estado no empreendimento.

Formal

Isso, do ponto de vista administrativo. Legal, contratual. Na prática, sabe-se que se o Estado não estivesse permeando tudo, nada acontecia.

Tranquilidade

Essas diferenças deixam Tião Viana menos tenso. O desenho do projeto da Natex não nasceu em sua prancheta. Foi gerado na gestão do irmão Jorge Viana e inaugurado no governo de Binho Marques. Mas, além de ser “o mesmo projeto político”, o fato é que Tião gerenciou a empresa por sete anos. E a falência explodiu em seu colo.

Cooperacre

O desenho que se esboça é de colocar a Cooperacre para assumir a empresa. A direção da maior cooperativa ligada ao extrativismo já foi sondada outras vezes para a empreitada. E sempre foi resistente á ideia. Por quê? Porque preservativo é um produto que exige investimentos constantes em tecnologia. É preciso ter sempre dinheiro ao dispor. E dinheiro é artigo raro por aqui.

Transparência

R$ 772 mil é a dívida com os 109 funcionários da empresa. Seis meses de salários atrasados. Vai ser preciso muita transparência para convencer.

Lembrança

Aos que criticam a participação do Estado na promoção do empreendimento, o próprio Tribunal Regional do Trabalho já reconheceu o valor que a Natex tem do ponto de vista social, econômico e social.

Atrapalhou-se

Deputado Luiz Gonzaga (PSDB) esqueceu que o vice de Gladson Cameli (PP) é o tucano Wherles Rocha e desancou o Dnit, dirigido pelo indicado de Gladson, Tiago Caetano. Quando se deu conta que havia disparado um canhão de fogo amigo, lembrou de comparar os preços. Porque nesse quesito o Governo do Estado perde feio.

Recuperou-se

Mas, a recuperação de Gonzaga veio rápida. Lembrou que o diretor do Deracre, quando a estrada estava sob a responsabilidade do governo, era Marcus Alexandre, candidato ao Governo do Estado. E que naquela época, o que custava R$ 5 milhões, com o Dnit não sai por mais de R$ 100 mil.

O Roto e o rasgado

O presidente Michel Temer anuncia que retira a pré-candidatura dele a presidência do país pelo MDB e apresenta o sucessor o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Trocou 6 por meia dúzia. O antipatizado Temer pelo nada simpático Meirelles. Não decola!

Revolta

Presidente da Shell declara que o aumento do combustível (o 117º em um ano) é normal porque o dólar e o barril sofrem oscilações. A declaração revoltou a população. Em especial, os caminhoneiros que amargam prejuízos. O que o presidente da Shell tem que ficar dando pitaco na política econômica do governo brasileiro? É o que perguntam.

Abusados

A infeliz declaração veio logo depois da diminuição da produtividade das refinarias em 43%, o que aconteceu logo depois dos campos de exploração do pré-sal terem sido vendidos por R$ 4, menos que 1 litro de gasolina. Isso levou os caminhoneiros ao entendimento que o governo Temer (MDB) colocou os brasileiros para trabalhar para a Shell e co-irmãs.

Engavetada

E, no meio de tanta confusão, pelo menos um motivo de comemoração: a privatização da Eletrobras foi engavetada. Mas, não por consciência dos nobres parlamentares que posam de defensores dos pobres e oprimidos e até dos que não tomam comprimido. O que houve, de fato, foi falta de votos.

Engavetada II

Pelo menos um motivo para não maldizer a campanha eleitoral.

Abismo

Pobreza extrema volta a crescer. O jornal El País manchetou nessa quarta feira, que mais de 1 milhão e meio de brasileiros despencaram para um nível social mais baixo em 2017. Governo Temer é chamado de “Buraco Negro”.

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