05 Junho 2018 Written by 

“Às vezes, tem que tocar fogo no avião, não é?”. Dita assim, é uma frase incendiária. Mais cuidado com o verbo sempre é bom. Sobretudo para um governante. Mas, dizer que Tião promove a violência expõe, além de má fé, um pouco de exagero.

Tião sendo Tião

Mais uma vez, o governador Tião Viana se envolveu em bate boca com cidadãos. Desta vez, foi no município do Jordão. Duas senhoras reivindicaram passagens aéreas mais baratas. Elas já tinham reclamado com os vereadores, que repassaram ao governador. Mas, elas queriam falar por si. E o fizeram. Esperaram, falaram.

Tião sendo Tião II

Houve uma discussão, uns tentando interromper os outros. Falar sem ouvir o outro. Coisas de tempos tensos. Mas, faz parte do jogo. O cidadão reclamar é justo. O cidadão reivindicar uma pauta absolutamente condizente com a rotina dele é também correto. O cidadão criticar a corrupção é um dever. No entanto, o governante se defender e expor aquilo que pensa sobre um determinado problema também é justo.

Ingenuidade

Seria muita ingenuidade (ou má fé) exigir que o governador Tião Viana passasse, de uma hora para outra, a criticar as traquinagens de Lula.

Incendiário

Uma prova de que os tempos estão tensos foi a interpretação dada a uma fala do governador durante a discussão com as duas senhoras. “Às vezes, tem que tocar fogo no avião, não é?”. Dita assim, literalmente, é uma frase incendiária. Mas, é óbvio que o governante não prega isso. Só muita má fé para observar o problema desta forma. Se foi uma simulação de solidariedade em função do nervosismo das senhoras, é compreensível. Mais cuidado com o verbo sempre é bom. Sobretudo para um governante. Mas, dizer que o governante promove a violência expõe, além de má fé, um pouco de exagero.

Dissimulação

Agora, dissimular que não votou em Michel Temer foi uma sutileza que passou despercebida por muitos.

Ir para onde?

Sempre quando tem uma situação mais delicada, o Gaiato sobe as escadas do site. Desta vez, não deu outra. Quando mais se esperava, eis que ele chega.

_ E aí, viu o que eu te falei?, perguntou, faceiro, tentando fingir que segurava o riso.

_ Vi o quê, Gaiato? Não me lembro de nada!

_ Eu te falei que o Tião era o cara mais azarado do mundo: desde o início do primeiro mandato, é crise internacional, é crise econômica no Brasil, é impeachment da companheira Dilma, é tapuru na marmita, é bicicleta elétrica, é isolamento por terra, por água, vai ser o Rio Acre que vai apartar esse ano...

_ Sim, Gaiato, mas o que isso tem a ver...?

_ Pois deixa eu terminar, homi! Pois não é que o irmão dele, o Jorge, lá em Dubai, teve ao menos a desculpa de ir buscar refrigerante quando se aperriou com um camarada no aeroporto...!!!?

_ Sim. E o Tião?

_ Ora... o homem acuado lá no Jordão pelas cidadãs indignadas... ele ia dizer que ia buscar um guaraná aonde naquele meio de mundo?

_ Vai-te embora, Gaiato.

E ele descia as escadas, rindo à toa.

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