09 Julho 2018 Written by 

As unidades de saúde da Capital estão reféns dos humores das facções. Funcionários reclamam de pessoas que chegam e se não forem atendidas na hora ligam e em questão de minutos uma facção invade a unidade para garantir o atendimento aos amigos.

Na mira

Nomeações do Governo do Estado são acompanhadas diariamente pelos deputados de oposição. Eles não conseguem reverter o festival de cargos comissionados, mas pelo menos expõem a situação. A acomodação de familiares da nova administradora do Huerb não passou despercebida.

Furdunço

Confusão judiciária envolvendo soltura do ex-presidente Lula incendiou o país durante todo o domingo. No fim, Lula não chegou a sair da cadeia, mas seus apoiadores comemoraram o fato de mesmo de dentro da prisão, ele conseguir mobilizar todo o país e mais um juiz de férias na Europa.

Críticas

No Acre, o principal alvo das críticas foi o governador Tião Viana (PT). O povo não perdoou a comemoração dele nas redes sociais quando foi expedido o mandado de soltura de Luiz Inácio. As críticas mais ferinas envolveram a situação de violência da Capital.

Sem noção

E, em meio a um festival de violência sem precedentes, o candidato a vice-governador de Marcus Alexandre (PT), Emylson Farias (PDT), ex-secretário de Segurança Pública, continua a campanha, como se não tivesse nada a ver com os números da violência. Exatamente ele que personaliza a inação do Estado frente à insegurança e ao medo generalizado.

Campeões

Os três deputados federais que mais gastaram neste mandato são do PRB, partido do presidente da Câmara de Vereadores de Rio Branco, Manoel Marcos. Os deputados do partido da Igreja Universal do Reino de Deus gastaram juntos R$ 4,75 milhões em verbas indenizatórias, aquela utilizada para cobrir as despesas atribuídas ao mandato. Aquelas que a Câmara dos Deputados cobre com a apresentação de simples notas fiscais.

Espalhando

As críticas ao governo por falta de uma ação efetiva para coibir a violência não são bem digeridas pelos que orbitam em torno do poder, mas a população se sente órfã e à mercê das facções criminosas cujas ações extrapolaram os limites da segurança e estão se espalhando por outras áreas.

... ações

As unidades de saúde da Capital estão reféns dos humores das facções. Funcionários reclamam de pessoas que chegam e se não forem atendidas na hora ligam e em questão de minutos uma facção invade a unidade para garantir o atendimento a um dos seus amigos ou mulher de algum deles.

Tentáculos

As facções criminosas dominam bairros, controlam o tráfico e os assaltos, dominam as escolas e agora também as unidades de saúde. Só falta sentarem na cadeira do governo.

Estado Exportador

A expressão foi usada pelo governador Tião Viana em um programa de rádio de Cruzeiro do Sul na manhã desta segunda-feira (9). A ideia era mostrar ao ouvinte como em um cenário de crise nacional o Acre consegue manter a máquina pública em funcionamento, com pagamento de funcionalismo em dia.

De fato

De fato, o pagamento do funcionalismo público está em dia. O Acre é um dos poucos no país. O raciocínio, no entanto, não pode ser estendido para os fornecedores. Mas, só a manutenção do salário em dia já é algo incomum na gestão pública brasileira na atualidade. É preciso reconhecer.

Mas...

Mas daí a cunhar a expressão “Estado Exportador”, vai uma distância enorme. Tudo bem que a balança comercial tem sido superavitária no Acre, mas são números tão modestos, tão pequenos que desautorizariam o gestor a fazer qualquer referência à ideia de “Acre potência econômica”.

Aliás

Aliás, chega a ser até uma ousadia do governador esse raciocínio. Porque esse debate na esfera econômica, monetarizado, calculado em PIB e balança comercial é fatal para o Acre. Perderemos todas.

Gôndolas teimosas

Por mais que se peleje em dizer que o PIB tem o crescimento proporcional deste ou daquele percentual... que o Estado esporta castanha, miúdos de boi e madeira para Bolívia, Peru, Hong Kong e EUA... o discurso do Estado Exportador vira pó na primeira gôndola de supermercado.

Modéstia

A economia do Acre... a real... é muito mais modesta. Assumir isso e se reconhecer nessa modéstia são passos importantes para resolver problemas mais próximos das rotinas das pessoas. Senão, corre-se o risco de o governo dizer uma coisa e as pessoas sentirem outra no dia a dia.

Sugestões, críticas e informações O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.



agazeta logotipoAv. Antônio da Rocha Viana, 1.559
Vila Ivonete - Cep. 69.914-610
Rio Branco - Acre
Tel.: (68) 2106-3050
Fax: (68) 2106-3081

Fique Conectado