20 Setembro 2018 Written by 

Ganhando ou perdendo as eleições daqui a três semanas, a FPA terá sérios problemas para se manter enquanto grupo político. Claro que se perder as eleições o espatifado será muito maior: se com o manejo do poder a coisa já está se lascando...

Acirrados

Os ânimos andam muito acirrados nessa reta final de campanha. A Operação Hefeso, que prendeu a publicitária e candidata a deputada federal Charlene Lima (PTB), deixou um rastilho de pólvora que pode ser aceso a qualquer momento e explodir todo o mundo político do estado, atingindo situação e oposição.

Diplomacia

Aliados do deputado Ney Amorim (PT) têm aconselhado o presidente da Aleac a deixar de lado a diplomacia e partir para o ataque. Segundo esses, Ney deveria convocar uma entrevista coletiva e “chutar o pau da barraca”. Contar tudo o que sabe e o que vem acontecendo dentro do partido dele, o PT. Eles querem, mas o Carioca não deixa.

Guerra

Os mais afoitos querem que Ney Amorim deixe o “bom mocismo” de lado e abra espaço para a oposição entrar inclusive com um pedido de impeachment do governador Tião Viana (PT). A oposição afia as garras e a base não é tão fiel assim. Ainda mais na iminência da oposição ganhar o Governo do Estado. O ambiente político do Acre está nitroglicerina pura.

Guerra II

A militância da Frente Popular também está apreensiva. Ela teme um assassinato político no Acre, daqui até o dia da eleição. Muitos afirmam que se pudessem hibernariam nos próximos 15 dias, para só acordar no dia da eleição, tamanha é a tensão.

Guerra III

A Operação Hefesto é o equivalente local à Lava Jato. Começou puxando um fio e pode acabar num terremoto. As conexões podem ter consequências funestas para muita gente com e sem mandato. Por isso, o nervosismo. Daí a afirmação que a denúncia acabou sendo um tiro no pé. Aguardem.

FPA

Após as eleições de 2018, ninguém saberá mais definir que bicho é esse chamado “Frente Popular do Acre”. Há tempos que o grupo político não é mais nem sombra do que um dia propôs ao eleitor acriano. Não que devesse permanecer estático e sem mudanças. O problema é que a prática política do poder esfacelou internamente muitas forças.

FPA II

Ganhando ou perdendo as eleições daqui a três semanas, a FPA terá sérios problemas para se manter enquanto grupo político. Claro que se perder as eleições para o Governo o espatifado será muito maior: se com o manejo do poder a coisa já está se lascando, imagine sem ele.

Pajelança

Ou faz uma “pajelança”, com lideranças de autoridade, ou será o fim: um vai para Portugal; outro para os E.U.A; aquele adiante vai cuidar de fazendas em Boca do Acre, no Juruá; outros cuidarão da casa no Ipê e caminharão à margem do Lago do Amor; outros ainda poderão cometer a audácia de voltar para salas de aulas da Ufac.

Reinvenção

A "reinvenção" do grupo nunca aconteceu nos últimos 20 anos porque, de uma maneira ou de outra, a vitória nas urnas sempre chancelou a repaginação de uma postura cada vez mais longe das comunidades. As vitórias iam moldando os ex-militantes em burocratas de planilha excel. E uma nova casta foi sendo criada: a dos novos ricos de holerite.

Contra

Deputados da base de sustentação do governo dizem que a prefeita Socorro Néri (PSB) favorece o candidato Gladson Cameli (PP). Socorro não recebe ninguém. Age como se a Prefeitura de Rio Branco fosse o Palácio de Buckingham, onde do alto do trono ela olha tudo sem expressão. O movimento social não tem vez. Os trabalhadores rurais nem se fala. Para completar prioriza obras em locais que não favoreçam a situação.

Contra II

No Barro Alto, a operação de recuperação das ruas não chega. Parou no início. O local é reduto do deputado Raimundinho da Saúde (PODEMOS). Mas a reclamação é de toda a base de sustentação do governo. Bom, as apostas de que a prefeita da capital volta para a origem dela- o MDB, assim que Gladson for declarado vitorioso, estão em alta. O próprio candidato teria proferido “ A Socorro é nossa”.

Risível

Tentativa de vitimizar o coronel Ulysses, plantando informações que pais de alunos que apoiam a candidatura do PSL estão sendo obrigados pelos diretores das escolas públicas a retirar os adesivos dos carros é risível. Primeiro porque Ulysses ocupa um modesto 3º lugar. Muito abaixo dos outros dois candidatos e segundo, porque a determinação da promotoria eleitoral é voltada para funcionários que não devem adentrar os estacionamentos dos órgãos públicos com veículos adesivados com propaganda política.

Aparecer

A reitora da Ufac, Guida Aquino, precisa se posicionar com urgência sobre os últimos acontecimentos envolvendo a universidade federal. O debate entre os candidatos ao Governo do Estado promovido pelo DCE, que contou com a presença da Polícia Militar e até polícia de trânsito atuando dentro do campus e a proibição de campanha política dentro do campus.

Aparecer II

Aliás, os seguranças do campus foram orientados a parar os carros com adesivos de candidatos explicando que a partir de amanhã, quem não quiser deixar o carro fora e ir andando, terá que retirar o adesivo. Alô, dona Guida Aquino! A reitoria tem que se pronunciar. Impedir campanha política dentro de uma Universidade Federal equivale a cassar o status de universidade. A instituição está sendo atacada por todo o lado...

Nota

O candidato ao Governo do Acre pelo PSL, Ulysses Araújo, citado em notas na coluna de ontem (19) pediu direito de resposta e enviou à coluna a seguinte nota:

Direito de Resposta com referência às notas de cunho ofensivo a minha honra e a minha dignidade vinda da redação do site A Gazeta.Net:

A minha manifestação enquanto candidato, em que fui convidado pelo Fórum Acre 2050, teve o objetivo claro de contrapor minhas propostas com o atual caos administrativo da gestão do governo do Estado, uma vez que não se pode propor a melhora de algo se não tivermos o diagnóstico dos sucessivos erros que se vem cometendo em gestões anteriores, logicamente cumprindo com a regra de não citar de forma ofensiva os adversários políticos.

A reação adotada por mim teve o claro objetivo de criticar o “comitê de ética” que, fora das regras, ameaçou e realmente cassou minha palavra sem levar em conta a real necessidade de contextualizar todos os problemas vividos pelos acrianos e sem aceitar que eu finalizasse com as propostas/resoluções para os problemas, em clara ofensa à legislação eleitoral.

Ao afirmar que sou candidato de Bolsonaro, tive o claro objetivo de reafirmar que cassar a minha fala em debate não me intimidaria e que o ato de cortar o microfone foi sim um ato truculento de negar a necessidade de se apresentar a política como foco central de todo o evento.

O grito “Deus, Pátria e Família. Brasil acima de tudo” também não deve ser encarado como agressão, mas como ponto principal de nossa ideologia, em que defendemos a fé em um ser divino, a honra ao nosso País e a defesa da família brasileira, a mesma família que garante a nossa identidade do nosso povo tão sofrido.

Ainda protestei por ter sido impedido de apresentar meu slide, em que aparecia Bolsonaro ao fundo, enquanto o candidato do PT teve liberdade de fazer referência e mostrar supostos dados da gestão de seu padrinho, Tião Viana e ao final apresentou em seu slide pedindo voto aos candidatos do PT Hadad e Jorge Viana.

Tal situação causou prejuízo triplicado para a minha apresentação, demonstrando tratamento diferenciado entre os candidatos, o que leva a interpretação da falta de isenção da coordenação do Fórum Acre 2050.

Para mostrar que atuamos de boa fé, orientamos a todos os nossos participantes para que não levassem bandeiras ou para não vestirem qualquer camiseta que fizessem menção ao nosso candidato à Presidência.

Assim, houve favorecimento político ao candidato petista, prejudicando as demais apresentações. Os advogados de nossa coligação, com base nas provas obtidas, estudam meios legais para responsabilizar civilmente e eleitoralmente os coordenadores que não ofereceram um evento suprapartidário, como tanto propagaram.
Coronel Ulysses Araújo

Candidato a Governador do Acre (PSL)

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