Print this page
15 Outubro 2018 Written by 

Acúmulo de função de Carlos Portela, respondendo pela Secretaria de Segurança e Secretaria de Polícia Civil, retoma debate: risco de retrocesso, caso futuro governo unifique gestão da Segurança.

Cariocando

Há tempos a coluna vem alertando que a prefeita Socorro Néri (PSB) foi picada pela mosca azul. Com menos de 6 meses à frente da prefeitura e sem liderança que justifique, decidiu ser a “refundadora” da Frente Popular. Está entre ser um novo Jorge Viana e um neo-Carioca.

Esperta

Socorro Néri pode ser taxada de muita coisa, menos de não ser esperta. Tanto que as manchetes envolvendo o nome dela são conflitantes: em uma aparece como descartando a FPA, em outra como a salvadora da coligação. No meio disso tudo ela vai fazendo a faxina nos cargos comissionados do PT na prefeitura.

Esperta II

Socorro Néri é tão esperta que de candidata à prefeita do PSDB passou à prefeita pelo PSB. Portanto, convém não duvidar de nada que venha da ala “nérista” da política acriana.

Escola

Socorro Néri é da mesma escola que formou Regina Lino. Na eleição de Jorge Viana prefeito, que tinha Regina como vice, ela já havia assinado a ficha de filiação ao PSDB, quando o telefone tocou. Ao ser questionada por Nabor Júnior (MDB) se sairia do partido, respondeu ainda segurando a caneta com a qual assinou a filiação ao partido tucano, que não tinha intenção de deixar o MDB.

Elogios

Algo estranho no ar e não são aviões de carreira. Apoiadores de Gladson Cameli (PP) estão surpresos com o governador eleito que ultimamente abriu a caixa de elogios ao governador Tião Viana (PT).

Elogios II

Nesse contexto, ninguém duvidou quando circulou a conversa que os Cameli haviam emprestado dinheiro para o governador do Estado usar para pagar a verba de parte da mídia.

Acumulando

Carlos Flávio Portela, o secretário de Estado de Polícia Civil, assume nesta terça-feira (16) a Secretaria de Estado de Segurança Pública. Ele acumula a gestão das duas pastas. A saída do antecessor, Vanderlei Thomaz não foi bem explicada. No portal de notícias oficiais do Governo, apenas uma breve referência a Thomaz: “retorna á função de delegado de polícia”.

Hummmmm

Geralmente, na gestão pública, quando ocorrem essas saídas à francesa é porque o motivo ultrapassa o limite do decoro.

Abertura

Esse acúmulo de funções de Portela acaba abrindo o debate para um detalhe da gestão pública que o leitor precisa ficar atento. A criação da Secretaria de Estado de Polícia Civil foi um avanço. É algo reconhecido até por especialistas da área.

Marmitas

Antes de ser secretaria, a Polícia Civil era uma direção vinculada diretamente à Secretaria de Estado de Segurança Pública. Tinha muito diretor geral de Polícia Civil que colocava o colete preto e saia com cara de mal pela rua. Era o máximo que a autoridade conseguia fazer. Na gestão da diretoria, assinava meia dúzia de despesas relacionadas às marmitas das delegacias e ordem de pagamento para manutenção de viaturas. Mas a pose era de xerife.

Retrocesso

Houve avanços com a criação da secretaria: montou-se uma estrutura com capacidade de monitoramento e execuções de investigações que nunca foi possível apenas com a polícia judiciária sendo um anexo da Sesp. O próximo governo deve atentar para isso. O argumento fácil de "enxugar a máquina" pode colocar em risco a qualidade do que já é feito na Secretaria de Estado de Polícia Civil.

Sugestões, críticas e informações O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.