Domingo, 15 de Dezembro de 2019
17 Outubro 2018 Written by 

As constantes diminuições dos repasses federais por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) dão um fim quase melancólico à gestão de Tião Viana. O Governo Federal tem sido cruel em uma terra de economia tão frágil.

Na marra

O presidente do PDT do Acre, Luiz Tchê, enfrenta acirrada disputa dentro do partido. O candidato derrotado Gemil Júnior (ex-secretário de Estado de Saúde) se aliou ao candidato impugnado Rafael Almeida para tomar o mandato de Tchê. A mágoa do presidente é grande, até porque, aceitou Gemil (“que ninguém queria”) e deu legenda para o jovem disputar.

Superman

Thiago Caetano (Dnit) que, segundo alguns, cuidou mais da campanha nas redes sociais do que das estradas, vai ganhar o status de supersecretário. Nos planos do governador eleito, está uma fusão esquisita entre o Depasa e o Deracre, para criar uma supersecretaria sob o comando de Thiago, que agora faz campanha para Bolsonaro no segundo turno.

Mico

O governador eleito Gladson Cameli (PP) pagou um mico gigante. Ele anunciou que a primeira medida como governador seria enviar um projeto para a Assembleia Legislativa, acabando com a aposentadoria de ex-governadores. Acontece que esse projeto já foi apresentado e aprovado em 2016. Gladson mostra, com isso, quão distante está da realidade local.

Saia justa

O anúncio de Gladson colocou o autor do projeto, Gehlen Diniz (PP), numa saia justa. Afinal, o projeto para extinguir as aposentadorias de ex-governadores foi dele. Ou seja, Gladson Cameli, não tem nem ideia do que fazem os deputados do próprio partido dele. Muito menos das leis que regem o Acre.

Culpada

Quando a história pipocou, a assessoria de Gladson tentou colocar panos quentes, dizendo que ele está fora do estado. Gehlen insinuou que a culpa poderia ser do jornalista. Mas, se a história não era verdadeira, porque Gladson a compartilhou no Facebook? Estranho!

Barbas de molho

Os jornalistas colocaram as barbas de molho. Sabem que se não gravarem tudo o que Cameli diz, correrão o risco de serem desmentidos. Por outro lado, quem disputava a indicação para a Secretaria de Comunicação do Estado retirou o nome de fininho: ninguém quer passar 4 anos correndo atrás do prejuízo e desmentindo declarações.

Pequena

A deputada Eliane Sinhasique está cotada para assumir a Secretaria de Pequenos Negócios. Será a Pequena na Pequenos. Mas Sinhasique tem condições de desempenhar uma grande atuação nessa área.

Chororô

No meio do chororô dos deputados que não conseguiram se reeleger, chama a atenção o que ocorreu com o deputado Heitor Júnior (PDT). O parlamentar que representa a luta dos portadores de hepatite, não obteve nem 10% dos votos dos que representa. Os 80 mil portadores de hepatite do Acre têm votos para eleger com folga dois deputados federais, mas Heitor obteve pouco mais de 5 mil votos.

Fim ...

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado que no início do mandato como presidente do poder tinha uma ruma de seguranças disputando quem iria protegê-lo mais de perto, ao sair do prédio, ontem viu que havia apenas um segurança esperando por ele. Ao ser questionado pela esposa sobre o que havia acontecido com os seguranças, respondeu: “Fim de governo”.

... de governo

Em compensação, em algumas secretarias, funcionários estão levando tudo o que podem para casa. De tapetes a cortinas. Mas, dificilmente vão conseguir barrar o ocorrido na transição do governo Romildo Magalhães para Orleir Cameli, quando faqueiros, louças e até um pedaço da escada do palácio sumiram.

Sefaz

Em 20 anos de atuação da Frente Popular do Acre, há que se ressaltar a quase ausência do Sefaz em escândalos de corrupção, desvios de dinheiro. Houve problemas, mas nada que se comparasse aos tempos dos “barões da Sefaz”. É preciso dizer isso para reforçar a ideia de que os problemas de cofre vazios não são, objetivamente, problemas de gerência da Sefaz.

FPE

As constantes diminuições dos repasses federais por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) dão um fim quase melancólico à gestão de Tião Viana. O Governo Federal tem sido cruel em uma terra de economia tão frágil. O repasse do último mês foi menor do que o de setembro do ano passado. Vieram menos R$ 60 milhões do que estavam previstos. E a estimativa é que o cenário piore mais um pouco.

13º

O pagamento do 13º salário do funcionalismo tem exigido uma alquimia de fórmula difícil porque a diminuição dos repasses exige que se refaçam todos os ajustes de uma máquina pública inchada, pesada. Passar a faixa de governador com salário de servidor em dia é uma moeda cara às gestões da Frente Popular. Tião Viana não vai querer quebrar essa tradição/obrigação. A seriedade com que tem conduzido a política pública nessa área exige voto de confiança. A conferir.

Defesa

O governo se defende. Contabiliza aporte de R$ 40 milhões mensais com aposentadorias para demonstrar competência da gestão. Outro cálculo oficial é de que ficam R$ 1,3 bilhão para investimentos para o futuro governador. Além disso, tem o rating B+ do Tesouro Nacional que identifica sanidade fiscal.

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