23 Outubro 2018 Written by 

Não se sabe quem está numa saia mais justa, se o governador eleito, Gladson Cameli ou o vice dele, Major Rocha. Gladson está refém dos ávidos interesses de partidos que o apoiaram. Rocha tenta implementar um governo de resultados.

Balaio...

O governador eleito Gladson Cameli vai ter muito problema para governar com os partidos que o apoiaram. Ninguém dá almoço grátis. Todos estão cobrando a conta, em forma de secretarias e cargos. Se Gladson não der um basta nesse rateio dos cargos públicos, não vai conseguir governar e a (ainda) oposição pode se despedir do poder de novo.

...de gatos

O ex-reitor da Ufac e ex-candidato ao Senado pelo Rede Sustentabilidade, Minoru Kinpara, é uma prova disso. Convidado pelo vice, Major Rocha (PSDB), para assumir a secretaria de Educação, foi defenestrado poucas horas depois, pelo titular sob pressão dos “aliados”.

Situação difícil

O senador Sérgio Petecão (PSD) quer a secretaria de Educação para o ex-secretário Alércio Dias; Mazinho Serafim (MDB) quer a mesma secretaria para acomodar um amigo e o deputado federal Alan Rick (DEM) também está na briga para acomodar um(a) apadrinhada (o). Quem não quer uma secretaria com, no mínimo, 120 cargos comissionados: uma porteira fechada valiosa nesses tempos bicudos.

Situação difícil II

Não se sabe quem está numa saia mais justa, se o governador eleito, Gladson Cameli ou o vice dele, Major Rocha. Gladson está refém dos ávidos interesses de partidos que o apoiaram. Rocha tenta implementar um governo de resultados, como o que tentou convidando Minoru para a Educação, mas esbarra na indecisão de Gladson e acaba desautorizado.

Esgalamido

O prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB), que conseguiu fazer da esposa dele, uma ilustre desconhecida, a parlamentar mais votada para a Assembleia Legislativa, veio com muita sede ao pote. Ele quer nada menos que as duas maiores secretarias do estado: Educação e Saúde. Ambas para acomodar apadrinhados.

Esgalamido II

Outro que anda sedento é o deputado do Democratas, Alan Rick, que quer a Educação e o Planejamento. Ora, em campanha, Gladson afirmou que iria reduzir o número de secretarias. Se assim o fizer, pode se preparar para ver a base dele na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados encolher. Vai aprender na marra que ideologia se alimenta de cargos.

Certeza

A única certeza até agora é que Minoru Kinpara foi definitivamente rifado. Os líderes dos partidos disseram tudo contra ele. Só não puderam alegar incompetência do gestor, mas avisaram Gladson que o ex-reitor já estava até chamando “petistas” para compor a equipe dele.

Em campo

Minoru realmente estava compondo a equipe, dentre os melhores quadros técnicos que ele conhece, mas não eram petistas. O problema dessa turma é taxar todos os que não se enquadram na descrição de “partidos conservadores”, de “petistas”. Mas, se o futuro governo fosse priorizar o todo, a administração, faria uma equipe pluripartidária. O problema é que projetos de poder é que acabam sendo prioridade e causando desgaste.

Jogada

A decisão de convidar o deputado Ney Amorim (PT), para se filiar ao PP, juntamente com a ideia de colocar Minoru na Educação, foi uma sacada política elogiável. Com isso, o futuro governo neutralizaria parte da oposição (REDE) e ainda incorporaria os milhares de votos que Ney e Minoru tiveram na última eleição, além de agregar valor ao time e dispor futuramente de bons nomes, até para futuras disputas políticas. Pena que foi derrotada pela velha política, pelos velhos hábitos, pela mesmice da prática antiga.

Prefeitura

Fonte da coluna garante que Minoru foi defenestrado por excesso de competência. O medo era que Gladson o apoiasse para prefeito da Capital em 2020. O ninho da oposição já está alvoroçado para assumir a prefeitura da Capital. Alan Rick é apontado como um dos que querem a prefeitura.

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