Sexta-Feira, 20 de Setembro de 2019
10 Novembro 2018 Written by 

Quem esperava a bomba da desfiliação de Ney Amorim do PT teve que se contentar com um traque. Na carta de desfiliação, o deputado disse muito e não falou nada. E quem não expõem corre o risco de ser mal interpretado, como já está ocorrendo.

Traque

Quem esperava a bomba da desfiliação de Ney Amorim do PT teve que se contentar com um traque. Na carta de desfiliação, o deputado disse muito e não falou nada. Ao contrário do que seus apoiadores esperavam, Ney sequer expôs os verdadeiros motivos pelos quais saiu do partido. E quem não expõem corre o risco de ser mal interpretado, como já está ocorrendo.

Ilações

Nas redes sociais, muita gente está esculhambando o presidente da Assembleia Legislativa, comparando-o aos ratos que pulam fora quando o barco está afundando. Ney poderia ter saído do PT antes da campanha eleitoral. O deputado federal Major Rocha, presidente estadual do PSDB, afundou os corredores da Assembleia Legislativa atrás de levar Ney para o ninho tucano. Ney declinou todos os convites.

Ilações II

Ao não chutar o balde, Ney deixa as pessoas com comentários equivocados sobre a saída dele. Nem todo mundo sabe, por exemplo, do que ocorreu na votação do projeto do Pró-Saúde, quando o governador ordenou que o presidente retirasse o projeto da pauta de votação e Ney, além de desobedecer, parou de atender telefone através do qual o governador o ameaçava. Foi então que o deputado Lourival Marques (PT) fez um papel de menino de recado e, obedecendo à ordem de Tião Viana, encostou o telefone no ouvido de Ney para que o governador esculhambasse o deputado. No plenário e no corredor, todos viram o presidente empalidecer.

Reprimenda

Ao devolver o celular para o dono, Ney Amorim esculhambou com Lourival Marques e manteve o projeto na pauta de votação. O projeto acabou aprovado sem nenhum voto contrário. Mas, Ney paga o preço até hoje. O governador não admite desobediência.

Peso

Ney também não falou da perseguição durante toda a campanha eleitoral, quando seu principal adversário foi o grupo do PT que apoiava Jorge Viana. O medo de ser rejeitado nas urnas e ficar sem mandato levou o senador JV ao desespero de tentar por todos os meios derrotar Ney Amorim. A política equivocada levou os dois a morrerem na praia, enquanto Marcio Bittar subia para o Senado.

Crise

Na sede do Sebrae, ali na rua Rio Grande do Sul, a crise tá tão braba que a ordem é desligar as luzes às 11:30 e só voltar a ligar às 14:00. Os funcionários têm que sair para o almoço e só voltar às 14:00. Se alguém tiver algum trabalho urgente, tem que tentar terminá-lo antes das 11:30, porque depois, fica sem computador, sem impressora e sem ar condicionado.

Oposição

A ausência do deputado Eber Machado (PDT) da Assembleia Legislativa está sendo encarada como uma saída da base de sustentação do governo Tião Viana. Se Eber não comparece para votar os projetos do interesse do governo e está fora do alcance das ligações de Márcia Regina, é óbvio que não quer mais nada com eles.

Abaixo assinado

A população que acreditou na moralização das instituições na era pós-PT, acordou assustada com o aumento salarial dos ministros do STF, aprovado pelos senadores, e aderiu em massa ao abaixo assinado on line, feito pelo partido NOVO. A média está sendo de 1 milhão de assinaturas por dia. Em dois dias, 2 milhões de brasileiros assinaram a petição on line que pede para Michel Temer vetar o aumento.

Corda

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) também está defendendo o dele. Apresentou uma proposta junto com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que reajusta os salários dos generais na Reforma da Previdência dos militares. A proposta é outra que gera efeito cascata nos salários dos militares.

Detalhe

O mimo do “capitão” com os generais tem um preço: o apoio do generalato à Reforma da Previdência. É o velho toma-lá-dá-cá que não muda, apesar da retórica do futuro ocupante do Palácio do Planalto.

Pouco observada

A eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores expôs uma situação pouco observada pela imprensa local. Não guarda relação com a vitória de Antônio Morais. Esta já era esperada, mesmo à revelia do PT que desejava Rodrigo Forneck.

Espatifou

O detalhe pouco comentado tem relação com o desempenho do vereador Emerson Jarude (Sem partido). O desportista-parlamentar conseguiu a façanha de convencer dois de seus pares a lhe confiar o voto.

Espatifou II

Além de Roberto Duarte (MDB) e N. Lima (PSL), restou a Jarude conquistar o voto dele mesmo. Uma demonstração do espatifado em que se encontra a oposição na Câmara. Como o grupo não se viu representado pelo perfil “independente” do jovem parlamentar, os caraminguás resultaram em três.

“Inovação”

De concurso para selecionar assessor à ausência do trabalho para jogar bola, a ideia de inovação apresentada pelo parlamentar-desportista não consegue convencer nem aqueles que desejam uma referência nova na oposição para conquistar mais um espaço de poder.

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