19 Novembro 2018 Written by 

A ação do Ministério Público colocando o Governo do Estado na parede em relação à realização de concurso para a Saúde chega atrasada. A impressão que se tem é que o MP esperou o cachorro morrer para começar a distribuir chute.

Falando grosso?

A ação do Ministério Público colocando o Governo do Estado na parede em relação à realização de concurso para a Saúde chega atrasada. A impressão que se tem é que o MP esperou o cachorro morrer para começar a distribuir chute.

O que é?

Trata-se de uma ação ajuizada pelo Ministério Público do Acre (com pedido de liminar) que obriga o Governo do Estado a realizar concurso público para a Saúde. A ação formalizada é consequência de uma investigação feita pelo MP que constatou ser verídica a denúncia feita por uma servidora concursada. A funcionária pública disse ao MP que duas outras pessoas faziam a mesma função, mas que eram remuneradas por meio de contratos provisórios.

O que é? II

O MP abriu um inquérito, investigou e viu que era verdade. O Governo do Acre, segundo publicação do MP, disse que não há como realizar concurso público em função das restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Assumiu

O Governo do Acre não apenas assumiu o problema como demonstrou isso ao MP. “Encaminhou, ainda, relação com 46 profissionais admitidos mediante contrato emergencial, alguns deles em datas distintas”, diz press-release do Ministério Público do Acre.

Pedido

O MP requereu que o Governo faça a substituição dos profissionais contratados provisoriamente ou por meio de concurso, ou cadastro de reserva.

Não fala

O secretário de Estado de Saúde não fala sobre o assunto. Ainda não foi notificado sobre a ação. Por isso, não se pronuncia.

Mas...

Mas essa novela tem capítulo conhecido: o governo não vai fazer concurso público tão cedo. Precisa melhorar o caixa. Tem que colocar dinheirinho no cofre para poder dizer a todos que tem condições de honrar pagamento. Isso vai demorar.

Estratégica

Semana estratégica para o governador eleito Gladson Cameli. Recebe um raio X da economia do Estado do Acre pelo olhar do Tribunal de Contas do Estado. Aliás, se existe um órgão estratégica para Cameli nos próximos 4 anos, esse órgão é o TCE.

Mais seguro

A sensação entre os integrantes da equipe do governador eleito é de que esse “raio X” da saúde financeira do Acre, saído do TCE, “é muito mais confiável que qualquer transição”, diz um assessor.

Despedida

Climão entre assessores do governo. Em várias secretarias, os gestores estão reunindo os cargos comissionados para anunciar o que todos já sabem: fim de novembro, em poucas canetadas, todos estarão despedidos, dispensados, sem empregos. É um ciclo que se fecha. Uns mais, outros menos, observa-se um esforço em tentar transparecer normalidade, mas o clima é de um baixo astral medonho.

Bando

Vários os "assessores" que orbitavam em torno do poder estão tendo que “se virar” para garantir o sustento do dia. Um caso Sui generis de depressão coletiva começa a se desenvolver no Acre.

Vacilo

O secretário de Saúde, Rui Arruda, vacilou numa entrevista na manhã desta segunda feira e disse que necessitava pagar caminhões-pipa para abastecer o prédio da secretaria. Ao ser questionado se nem das secretarias o Depasa garantia o abastecimento, se deu conta do que tinha dito.

Estado de alerta

Nas universidades federais, reitores, professores, estudantes e funcionários ficaram de orelha em pé com a notícia que a delegada Erika Mialik Marena, responsável pela operação Ouvidos Moucos, que resultou no suicídio do reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier, vai para a transição com Moro e pode ser a diretora-geral da Polícia Federal.

Na Berlinda

Não apostem na permanência de alguns prefeitos do interior do estado, os impeachments de Isaque Piañko (MDB), de Marechal Thaumaturgo, Marilete Vitorino, PSD de Tarauacá, e André Maia, PSD de Senador Guiomard, parecem já ser favas contadas. Ou ao menos o início do processo de impedimento.

Merecedor

Deputado estadual que não conseguiu se reeleger e tenta a todo custo tomar o mandato da colega Juliana Rodrigues (PRB) é apontado como inspiração para o cineasta Quentin Tarantino, autor de "Os 8 odiados". Só que no caso do "muso", o título do filme seria: “O mais odiado”. Virou unanimidade na Assembleia Legislativa.

Preferência

Funcionários da Assembleia Legislativa não querem nem ouvir falar no nome de José Bestene para a presidência. Estão todos em oração por Nicolau Júnior.

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