03 Dezembro 2018 Written by 

Lideranças de partidos de apoio ao governo Gladson Cameli comentam que o atual conselheiro do Tribunal de Contas, Antônio Malheiros, está em fase de preparação para suceder Gladson Cameli no Governo do Estado.

Triunvirato Acreano

O novo governo do Acre a partir de janeiro de 2019 segue o modelo romano de triunvirato que aqui será formado pelo governador eleito, Gladson Cameli (PP), Antônio Malheiros (TCE) e José Ribamar (Gabinete Civil). Em tempo: Ribamar é outra forma de dizer “Malheiros”. Todas as decisões já estão sendo tomadas de comum acordo ou pelo menos passando pelo crivo de todos.

Triunvirato Acreano II

A prova de que esse triunvirato já está em funcionamento está aí para todos verem: todas as vezes que Gladson tomou uma decisão teve que voltar atrás. Os casos mais emblemáticos foram o convite a Minoru Kinpara para a Educação e Rudiley Estrela para o Detran. Gladson decidiu, mas foi “desdecidido” pelos outros dois e recuou.

Triunvirato Acreano III

O caso de Rudiley Estrela foi traumático. Gladson ligou para o prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderley Cordeiro, ir encontrá-lo. Ao chegar lá, Ilderley foi informado que Rudiley iria assumir o Detran. No dia seguinte, o governador eleito foi obrigado a retirar o convite, depois de anunciado. Das duas, uma: ou Gladson aprende a consultar os outros dois Cézares antes de qualquer decisão ou ficará totalmente desmoralizado, porque os outros dois estão muito firmes nos postos.

Em preparação

Lideranças de partidos de apoio ao governo Gladson Cameli comentam que o atual conselheiro do Tribunal de Contas, Antônio Malheiros, está em fase de preparação para suceder Gladson Cameli no Governo do Estado. Segundo essa tese, bastante difundida, aliás, Malheiros deve se aposentar logo que Gladson assuma o governo e assim se dedicar à política em tempo integral. Só não se aposentou ainda para não dar chance de Tião Viana indicar mais um conselheiro.

Disputa

Essa nova configuração vai dificultar para o vice, Major Rocha, que sonhava com o posto. Rocha também terá dificuldades para disputar o Senado em meio a uma constelação de nomes que querem ir para o céu (senado da República), entre eles, Alan Rick (DEM), Ney Amorim (sem partido) e até a própria irmã dele, Mara Rocha (PSDB).

Apoio

Aliás, Mara Rocha, a deputada federal mais votada, está contando com o apoio da executiva nacional do PSDB para desenvolver o mandato. Se fosse contar com o reconhecimento dos partidos aliados, estaria perdida. O governador eleito vem tentando neutralizar a influência da novata e sequer a convida para qualquer coisa. É como se Mara não existisse.

Sobrevivência

Por uma questão de sobrevivência política, Mara terá que se aliar às outras deputadas federais do Acre, Perpétua Almeida (PCdoB) e Vanda Milani (Solidariedade). Jéssica Sales não entra na conta. Volta o mandato exclusivamente para o Juruá.

Preso

O deputado Jenilson Lopes vive uma situação atípica. Não pode ficar nem sair do PCdoB. Acusado de fazer dobradinha com o deputado Jesus Sérgio (PDT), em vez de priorizar a campanha de Perpétua Almeida, o deputado médico que também não tem uma boa relação com Edvaldo Magalhães, seu colega de bancada a partir de fevereiro, sabe que se sair do ninho onde é rejeitado, perde o mandato. O PCdoB jamais permitiria que Jenilson deixasse o partido e ficasse com o mandato.

Teimoso

O deputado Gehlen Diniz (PP) foi admoestado pelo partido dele a retirar a candidatura à presidência da Assembleia Legislativa. Gladson já fechou a questão em torno do nome do cunhado dele, Nicolau Júnior (PP), mas Gehlen disse que não desiste e continua fazendo articulações, embora comece a perder o jogo. O deputado Antonio Pedro (DEM), que estava com ele, já mudou de ideia e passou a apoiar Nicolau. Parece que o governador eleito começou a colocar o trator em andamento. A odisseia de Gehlen pode acabar como uma quixotada: só ele e o fiel Wendy Lima (PSL).

Pega?

Parece que o vírus da indefinição é poderoso e se alastra com facilidade entre os membros do futuro governo. O que até então era prerrogativa de Gladson Cameli, virou prática do vice dele, o Major Rocha que anunciou o nome para a Secretaria de Segurança, depois anunciou que não indicaria mais ninguém e agora voltou atrás e decidiu que vai indicar o novo secretário de Segurança. Ou seja, ninguém sabe qual a decisão que está valendo.

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