29 Dezembro 2018 Written by 

Wherles Rocha, o oficial da PM, vai ter que ceder lugar ao vice-governador eleito. As feridas nas relações entre Polícia Militar e Polícia Civil agora sangram com as consequências da Operação Sicário.

Saída desonrosa

Últimos dias do governo Tião Viana (PT) acabaram com tudo o que foi feito pelo partido dele nos quase 20 anos no poder. Até a principal bandeira de não atrasar salários foi rasgada. Enquanto os servidores públicos receberam apenas a metade do 13º, o secretário de Educação recebeu algo próximo de R$ 50 mil. A comparação é inevitável e o negativo vai para a conta do PT.

Retorno

O PT aposta no desastre do governo Gladson Cameli (PP), para ter uma chance de voltar ao poder. Em certa medida, depende totalmente da desgraça alheia. Se Gladson reviver o governo do tio dele, Orleir Cameli, que atrasava os salários por vários meses, o PT terá alguma chance. Alguma. Em Política, nem tudo é tão cartesiano assim. Caso Gladson seja minimamente exitoso, o PT vai amargar o ostracismo fora do Palácio Rio Branco por um bom tempo.

Preparação

Mas o PT parece que não atentou para alguns detalhes importantes: para reconstruir as relações (seja com os movimentos sociais ou com parte do empresariado), fulminadas pelos oito anos da gestão de Tião Viana, o partido precisa de um perfil de dirigentes que se aproxime mais de um diplomata do que de um militante. No entanto, aclamou Cesário Braga.

Intestina

Nos bastidores, tem gente se matando por uma boquinha na estrutura do governo Gladson. A coluna avisou: o cobertor é curto para agasalhar tanta gente. Vai dar problema.

Zen

O deputado Luiz Gonzaga (PSDB), indicado pelo partido para a 1ª secretaria da Assembleia Legislativa, é o verdadeiro zen. Não há nada que o tire do estado de tranquilidade. Nem mesmo o anúncio de que Roberto Duarte (MDB) está na disputa do cargo.

Nicolau

Nicolau Júnior deve ser mesmo o presidente da Mesa Diretora da Aleac. Na sexta-feira, com aval do ainda presidente da Casa, Ney Amorim, o deputado Gehlen Diniz anunciou retirada do nome na disputa do comando da administração do parlamento estadual.

Sicário oficial

Wherles Rocha, o oficial da PM, vai ter que ceder lugar ao vice-governador eleito. Urgentemente. As feridas nas relações entre Polícia Militar e Polícia Civil, já cutucadas com anúncio do colega de caserna Paulo César para a Segurança Pública, agora sangram com as consequências da Operação Sicário.

Sicário oficial II

Há um incêndio alimentado por um fogo de monturo entre as duas instituições. E não há previsão de bombeiro chegando. Existe uma concepção, alimentada por pessoas próximas a Gladson Cameli, que é um perigo para a gestão pública: “Na Segurança, quem manda é o Rocha”, dizem. É um raciocínio tortuoso que sugere falta de planejamento e ausência de foco. A confusão entre liderança e mando já é uma realidade em um governo que ainda nem começou.

Sem novidades

Não há nenhuma novidade no envolvimento de figurões da Segurança Pública com o crime organizado. Isso é mais velho que andar para frente. No caso concreto da Operação Sicário, ainda estar por se provar efetivamente a suposta participação do Tenente Farias, o segundo homem do Bope no Acre, com uma facção. O vazamento dos áudios que integram o inquérito deve trazer mais luz ao debate. Caso fique constatada a relação, cumpra-se a lei. Simples assim.

Faixa

Tião Viana anunciou que não irá participar da cerimônia de passagem de faixa para Gladson Cameli. Erra o governador. Se a Política é uma ciência referenciada por gestos, este gesto de Tião Viana sugere intolerância incomum. É certo que o símbolo maior é conferido pela Aleac. É lá que, de fato, se referenda a vontade popular. No Palácio Rio Branco, há um gesto simbólico de respeito e de postura republicana. Moedas raras, atualmente.

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