02 Janeiro 2019 Written by 

Depois de engasgar com a palavra genealogia umas três vezes, o cerimonialista tascou: “Na sequência, segue a ‘genialidade da família Cameli’”. O texto dizia que na sequência seguiria a “genealogia” da família Cameli.

Mico

Cerimonial não é brincadeira. Ele é responsável pelo sucesso ou fracasso de um evento. Prova disso foi a posse do secretariado de Gladson Cameli (PP), na manhã desta quarta-feira (2), que vai entrar para a história política como um grande mico. O desconhecimento do cerimonialista levou a troca da palavra “genealogia” por “genialidade”. O fato registrou mais um daqueles momentos de absoluta falta de conhecimento. Mico.

Mico II

Depois de engasgar com a palavra genealogia umas três vezes, o cerimonialista tascou: “Na sequência, segue a ‘genialidade da família Cameli’”. O texto dizia que na sequência seguiria a “genealogia” da família Cameli. Pelo bem da “genialidade”, providências terão que ser tomadas antes que a coisa fique séria. Por enquanto, só provocou risadas.

Mico III

Barrar a ex-presidente do PP, irmã do atual presidente do partido e deputado eleito e tia do secretário de Saúde na posse do governador do PP, foi grave. Muito grave! Nabiha Bestene desabafou nas redes sociais e mostrou ao novo governo a necessidade urgente de uns cursinhos de boas maneiras e um de manual de “quem é quem na ordem do dia”.

Quanto vale?

A surpreendente retirada da candidatura de Gehlen Diniz à presidência da Assembleia Legislativa, abriu a temporada de especulações. Não era para menos. O parlamentar chegou a usar a tribuna da Assembleia na última sessão ordinária para anunciar que a candidatura dele era irrevogável, “irretirável”, inegociável e além de todos os “áveis”, era “duvera”. Enquanto discursava nesses termos, negociava a retirada.

Ou é por quilo?

O que se sabe da negociação é que ela envolve uma ruma de cargos. Entre eles, a diretoria financeira do Detran. Vai ser interessante observar as atitudes dos que se insurgiram contra a “indústria das multas” nos governos do PT.

Sinuca de bico

O ex-comandante da Polícia Militar do Acre, Marcos Kinpara, está em uma sinuca de bico. Ou bem resolve dar uma melhorada no currículo integrando ações humanitárias vinculadas à ONU ou atende ao pedido do irmão Minoru Kinpara: “preciso de você para a minha campanha à prefeitura de Rio Branco”.

E agora?

Não é um pedido qualquer. Os 112.989 votos (ou 14,21% dos válidos), sem as grandes estruturas partidárias, credenciam Minoru Kinpara a quase tudo na política regional.

Concurso

Secretário de Estado de Saúde, Alisson Bestene, já indicou a possibilidade de realização de processo seletivo para substituir os profissionais de contratos provisórios. É ficar atento para não perder a oportunidade. São mais de 300 cargos. Mas isso ainda deve demorar um pouco a ser formalizado.

Articulador

O presidente da Assembleia Legislativa do Acre, Ney Amorim (sem partido), que permanece na presidência até a posse dos novos deputados, foi fundamental para a chapa de consenso em torno do nome de Nicolau Júnior (PP). Não fosse Ney, o partido do governador chegaria ao dia da posse totalmente esfacelado.

Articulador II

O bom articulador político é aquele que leva à desistência sem entregar para a oposição. Gladson conhece as qualidades de Ney Amorim. Por isso, uma das primeiras providências foi convidá-lo para se filiar ao partido Progressista.

Orgulhoso

Policial que barrou Nabiha Bestene na posse de Gladson Cameli anda se vangloriando do feito nos grupos de WhatsApp. O PM disse que faz a segurança do governador e que barrou, barrou mesmo e barraria de novo. Que só porque Nabiha é irmã do deputado José Bestene se acha a lady Di. Se a atitude foi feia, deselegante e desnecessária, pavonear-se do fato é ainda pior.

Manual

O governo precisa urgentemente mandar editar um Manual de Boas Maneiras bem amplo, que atinja do cerimonial às polícias. Nada mais deprimente que tratar com gente grosseira e mal informada. Pessoas que tratam com o público precisam saber da história das pessoas. Mas, a gentileza precisa ser estendida a todos sob pena de errar feio e a conta ser jogada no colo de Gladson que é a maior vidraça a partir de agora. Trincar no primeiro dia é dose!

Aprender

Não vale apena repetir a experiência do ex-governador Binho Marques que com seu jeitinho de nerd chegou sozinho ao Iteracre para falar com Henrique Corinto sem avisar. Sem se apresentar, Binho pediu à secretária para falar com o chefe do Iteracre. A moça que jamais vira um governador sem o staff, não o reconheceu e do alto da sua importância mandou que esperasse. O então governador sentou quietinho e foi esperar lendo uma revista. Duas horas depois, Henrique saiu do gabinete para falar com a recepcionista e deu de cara com o governador. Apavorado perguntou por que ele não tinha entrado. Binho só respondeu: “A moça me mandou esperar”. Ninguém sabe por onde anda a moça.

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