Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019
25 Maio 2019 Written by 

José Adriano: “Lamentável não poder me defender pessoalmente de uma acusação tão séria e vindo de uma pessoa tão importante como a Dra. Maria Alice, profissional que tanto admiro".

MARIA ALICE

“Vergonha que o meu partido PMDB tenha abrigado tão ignóbil figura chamada José Adriano”. São 14 palavras que refletem uma parte da tensa reunião ocorrida no Glorioso na manhã de sexta-feira (24). A frase foi dita em uma rede social pela secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Maria Alice Araújo, e espalhada como fogo em gasolina pela assessoria de Gladson Cameli. A reação foi imediata.

JOSÉ ADRIANO

O presidente da Fieac, José Adriano, reagiu, quase abusando da diplomacia. “Lamentável não poder me defender pessoalmente de uma acusação tão séria e vindo de uma pessoa tão importante como a Dra. Maria Alice, profissional que tanto admiro. Mas fica aqui o meu registro de aguardar uma oportunidade, dentro ou fora do MDB, para que possamos conversar e ser dado a mim o direito do contraditório para o termo a que se refere no seu comentário. Imagino que a discordância seja fruto de conversas unilaterais. E como todos os desafios que me vejo motivado a enfrentar, estarei à disposição do partido para o que me colocado como missão”.

PARA ENTENDER

José Adriano é o atual presidente da Federação das Indústrias do Acre. Foi candidato a deputado federal pelo PDT, partido que, até o ano passado, cerrava fileiras com a Frente Popular do Acre, liderada pelo PT. Adriano perde as eleições, mas promove desgastes ao governo ainda não aceitos pelo governador Gladson Cameli. A saber: Presidência do Conselho Deliberativo do Sebrae/AC e Presidência da Fieac. O Palácio Rio Branco não engoliu essas duas espinhas. Essa é uma situação. Esse é um recorte para entender em que cenário está inserida a frase da secretária.

CEREJA

Para completar, a Fieac divulgou uma série de vídeos que mostram a infraestrutura dos distritos industriais. O material soou ao Palácio Rio Branco como uma afronta. No entendimento do atual governo, a Fieac tenta massificar a ideia de que os problemas são frutos da atual gestão.

ROBERTO DUARTE

A postura de “independência” do deputado estadual Roberto Duarte (MDB) desagrada o Governo. O próprio governador tem falado em círculos muito restritos que “essa é uma hora importante. Essa é a hora de ver quem está com o Governo e quem está contra”. Por essa lógica, onde se encaixa a postura de “independência” de Duarte?

ROBERTO DUARTE II

A direção do MDB se reuniu para tentar responder a essa pergunta, com a presença do deputado Roberto Duarte. Ao se sentir pressionado por colegas da sigla, o parlamentar reagiu lembrando que não teria o mandato referenciado por Ney Amorim e nem por Tchê, duas figuras que transitavam com intimidade no governo petista.

ALTO TOM

Houve contrarreações, mas o parlamentar manteve o tom de sua defesa: até dedo em riste na cara de quem dificilmente é desafiado no partido.

JÁ SE SABIA, MAS...

Em determinado momento da discussão acalorada, Roberto Duarte ofertou. “Se a postura do partido é esta, é melhor que se faça uma carta para que eu saia do MDB porque o vice-governador me deu carta branca para eu entrar no PSDB”. Essa é uma frase que diz muito entre uma linha e outra. É plena de sugestões. Não chega a ser novidade: o assunto já foi até notícia na imprensa local. Mas dita assim, com as vísceras, a frase grita muita coisa.

FLAVIANO

Flaviano Melo, o presidente do diretório Estadual do MDB, teve que fazer uma escolha. No momento (frisa-se: no momento) o lado escolhido foi o de Roberto Duarte, inclusive com a afirmação de que não descartaria a possibilidade de o partido “entregar os cargos”.

TAÍ

Taí! Essa é uma cena que seria interessante de se ver: o MDB entregando cargos e, simbolicamente, rompendo com o governo de Gladson Cameli. O símbolo seria esse, por mais que algum sofista criasse alguma linha de argumentação que provasse o contrário.

DETALHE

José Adriano ainda não é filiado ao MDB. Recebeu o convite para ingressar no partido pelas mãos de Roberto Duarte. Participou de conversas no partido com a missão de organizar a sigla, inclusive pelo interior do Estado. Na campanha eleitoral, era comum a dobradinha José Adriano para federal e Roberto Duarte para estadual. Em boa medida, Duarte foi amparado pelos empresários da indústria local.

MDB

A secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Maria Alice Araújo, postou a frase atacando o ainda não correligionário José Adriano, um dia depois que a secretária de Estado de Turismo, Eliane Sinhasique, escreveu em rede social sobre a fidelidade ao governo.

PEDRA

Os bastidores estão complexos na política que margeia a mesa de Gladson Cameli no Palácio Rio Branco. Parte dos 450 cargos disputados em nova corrida parlamentar às tetas oficiais contemplará o já guloso MDB que está com Turismo, Gestão e Planejamento? E como se encaixa a “pedra” Roberto Duarte nesse já apertado sapato de Cameli?

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