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Banco Mundial

O relatório “Um ajuste justo: propostas para aumentar a eficiência e equidade do gasto público no Brasil” feito pelo Banco Mundial já teve o efeito a que se propôs: gerar polêmica. O banco sempre faz esses documentos que, de certa maneira, apontam tendências na gestão pública nos países pobres.

Universidade pública

Um dos “ajustes” sugeridos pelo Banco Mundial mexe em um vespeiro: a universidade pública no Brasil. O banco diz que o governo brasileiro chegaria a economizar R$ 13 bilhões por ano se mantivesse o custeamento de 40% dos estudantes pobres nas universidades federais. Os outros 60%, composto por estudantes de média renda e alta renda, pagariam os estudos financiados por meio de programas semelhantes ao Fies.

Universidade pública II

O cálculo do Banco Mundial é que os estudantes em universidades federais somam quase 2 milhões de alunos ao custo individual de R$ 41 mil por ano. Contrastando com isso, estão 8 milhões de alunos em faculdades particulares custando anualmente R$ 14 mil. Nos institutos federais, diz o relatório, os alunos são os mais caros: R$ 74 mil por ano.

Custo

O processo de sucateamento das universidades públicas é longo. Remete à gestão de FHC e parece encontrar, no governo Temer, o cenário ideal. O presidente Temer, amparado em sua baixa popularidade, quer refazer a agenda de prioridades do governo com aquilo que considera “modernizante”. Um dos pontos dessa agenda é observar as universidades federais como “um custo”.

Custo II

Na elaboração da peça orçamentária de 2018, a ideia de transformar as universidades federais em Organizações Sociais está na ordem do dia no parlamento federal. Com isso, empresas privadas passam a poder investir dinheiro nas universidades. Isso soa como boa música nos ouvidos dos agentes de mercado. Só tem um problema: a universidade passaria a não ter o foco na produção de conhecimento. Isso seria um detalhe. O que interessaria é produzir produtos para atender a interesses de empresas. É isso o que se quer?

Elite

Essa lógica de que as famílias de melhor renda pagam pela excelente educação dos filhos até o Ensino Médio para que eles tenham acesso a uma instituição superior gratuita é verdadeira. É factual. Mas, é errada. A ideia correta seria oferecer ensino de qualidade desde a base para todos. Aí, é que se veria, de fato, quem mereceria entrar em uma universidade pública com mais Justiça. A universidade é, sim, um lugar para uma elite. Mas, uma elite intelectual. Não financeira. O problema é que, no Brasil, isso se mistura: nossa elite intelectual é a mesma rica.

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