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Escolinhas de futebol teimam em formar novos valores

Para driblar as dificuldades, tem que estar na escola

A rotina de crise é muito mais sentida por escolinhas de futebol, comparada ao cotidiano dos clubes profissionais do Acre. A escolinha Invictus é um exemplo bem claro da falta de apoio e incentivo ao esporte amador por parte do poder público e de empresas privadas.

Sem apoio, o professor Maycon Silva, que atua de maneira voluntária, precisa tirar dinheiro do próprio bolso para manter a escolinha que funciona em um campo de futebol no bairro Bosque. O espaço foi cedido pelo Exército brasileiro.

“O problema é financeiro. Quem arca com toda a despesa, por enquanto, sou eu. Eu trabalho durante o dia, trabalho a noite também e aí a gente se reveza nesse tempo aí. Geralmente nossos treinos são aos sábados para que não complique as crianças na escola”.

A escolinha Invictus recebe mais de 100 alunos de famílias de baixa renda. E nenhum deles paga nada por isso. Wyllen é um deles. O jovem de 13 anos participa da escolinha há 2 anos. Quando não está na escola ou nos afazeres domésticos em sua casa no bairro São Francisco, corre para o campo de futebol.

Os amigos dividem a única bola no treinamento. Com medo de a escolinha fechar, ele explica que esse é o único espaço de lazer e diversão que ele dispõe. “Foi muito bom ter entrado aqui na escolinha, acabei conhecendo novos amigos e o mais importante é que isso aqui foi a única solução pra eu não estar só em casa”.

Já o futuro zagueiro promissor do futebol acriano, o Kauã, de 14 anos, disse que, caso não existisse a escolinha, muitos alunos já estariam no mundo do crime. “A escolinha é importante pra gente ficar longe do mundo dos crimes. Então, a gente pede mais apoio”.

O garoto faz o convite aos jovens que desejam abandonar a violência. “Se alguém quiser entrar pro nosso time, pode chegar”.

Atualmente a escolinha está funcionando apenas uma vez por semana, por causa da falta de melhor infraestrutura. Mas, eles não recusam receber nenhum novo aluno. A única exigência aqui é que estejam estudando.

“Aqui a gente só faz uma exigência deles, que todos estejam na escola. Se não tiver na escola, não pode participar da escolinha,” diz o professor.

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