Sábado, 24 de Agosto de 2019
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Árbitros do Acre se preparam para competição nacional

Amistoso com policiais: treino para Santa Catarina

Uma partida de respeito! Ao menos, em tese era essa a percepção do encontro entre árbitros e policiais militares que participaram de um amistoso em Rio Branco. Mesmo com as características específicas de cada profissão, o jogo contou com faltas, cartões e reclamações, coisas comuns do futebol.

“Árbitro, quando passa para função de jogador, é como qualquer outro. É reclamão, chato”, comentou o presidente do Sindicato dos Árbitros, Charles Brasil.

De um lado estavam policiais militares do Terceiro Batalhão, e de outro, os árbitros do Acre. E, no meio dessa macharada toda, a jovem Iane Veras. Entre as histórias dos profissionais, a dela já se destaca. Iane é a primeira árbitra do Acre. Começou a carreira quando tinha 17 anos e hoje apita diversos campeonatos do calendário do futebol do estado. O começo, segundo ela, não foi fácil. Difícil mesmo foi vencer o preconceito.

“Às vezes, existe um pouco de discriminação pelo fato de ser mulher, mas eu deixo levar mais pelo fato que eu gosto de arbitrar, de apitar jogos”.

Como ela mesma diz, para gerenciar uma partida, é preciso se impor e foi o que fez durante o amistoso. Em campo, árbitros jogadores, e fora dele, árbitro técnico. Foi esse o papel do experiente árbitro Mário Jorge.

“No momento, estou como treinador, mas é uma profissão que a gente vai aprendendo também. Estou há 21 anos no campo. Penso eu que aprendi alguma coisa”, afirmou. Como todo brasileiro tem sangue de técnico, Mário Jorge desempenhou bem a função gritando, repreendendo seus jogadores.

E na missão de jogador por um dia estava o coronel Edener Franco, comandante do Terceiro Batalhão da PM. “É um respeito recíproco. Nós trabalhamos bastante nas competições de futebol. Eles precisam da gente. Nós precisamos deles. Nós temos vários militares que são árbitros, que trabalham na arbitragem”, comentou.

O amistoso serve como preparação para o Campeonato Brasileiro de Árbitros de Futebol que acontece em novembro, em Santa Catarina.

“Nós estamos trabalhando desde o mês passado, e a gente tá treinando duas vezes por semana”, explicou Charles Brasil. Tanto para o atleta do futebol quanto para o árbitro, a canseira é a mesma, e quanto ao papel deles em campo, segundo o centroavante do time dos juízes, Dejailton Santos, é mais divertido ser jogador.

“Eu aprendi no meio do futebol que é mais fácil jogar bola, depende muito da gente. Já na arbitragem, é muito complicado. É complexo: tem atrito. Às vezes, dependendo da organização tática de cada time, nós temos muito trabalho. Ou seja, a bola é mais fácil”, afirmou.

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