| Justiça autoriza aborto em menina vítima de estupro, mas bebê sobrevive |
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| Angélica Paiva, da TV Gazeta |
| Qua, 04 de Novembro de 2009 15:28 |
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A menina de 13 anos já estava com cinco meses e meio de gestação
Nesta terça-feira, 3, uma menina de 13 anos, vítima de estupro, deu entrada na maternidade de Rio Branco portando uma autorização judicial para a realização de um aborto. O documento foi necessário porque a lei brasileira garante o aborto para mulheres vítimas de estupro ou incesto, desde que não tenham ultrapassado as 20 semanas de gestação.
A gravidez da menina já estava com 22 semanas, ou seja, com cinco meses e meio. e, mesmo depois do aborto, o bebê sobreviveu. A mãe, a adolescente de 13 anos, não quis nem ver a criança, que nasceu com 700g, está na incubadora da maternidade e, de acordo com os médicos, apesar da displasia pulmonar, tem o estado de saúde estável. De acordo com o gerente assistencial da maternidade, Edvaldo Amorin, várias pessoas já manifestaram interesse em adotar o prematuro. “A família autorizou, e a criança foi entregue para adoção. O bebê nasceu com uma idade gestacional superior àquela que nós imaginávamos e agora ele recebe os cuidados necessários na nossa UTI”, declarou o gerente. Esta não é a primeira vez que a justiça intercede em favor do aborto.Em vários Estados brasileiros, a justiça já autorizou a interrupção da gravidez de anencéfalos (bebês que nascem sem o cérebro). Apesar disso, a polêmica permanece. Recentemente, dois deputados federais foram punidos pelo partido dos trabalhadores por manterem posições contrárias a descriminalização do aborto. Para alguns analistas, a polêmica em torno do aborto encobre a violência sexual contra mulher, pois se discute, dessa forma, a conseqüência, deixando intocada a causa. O Acre é um dos campeões de abortos ilegais do Brasil. As estatísticas indicam 40 abortos para cada 100 mulheres em idade fértil, a maioria vítima de estupro.
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