Ufac forma primeiros doutores

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realizou na manhã desta quarta-feira (05) a certificação dos dois primeiros doutores formados na instituição. José Carlos de Oliveira e Dheimy Novelli receberam os diplomas que lhes conferem os títulos de doutores em Biodiversidade e Biotecnologia e Produção Vegetal, respectivamente.

A entrega marca um novo estágio de qualificação acadêmica na Ufac que deu um salto na política de pós graduação nos últimos cinco anos. “Quando assumimos a gestão, tínhamos pela frente o desafio de fazer crescer a pós graduação stricto sensu sob risco de perdermos o status de universidade”, lembrou o reitor da Ufac, Minoru Kinpara.

“Investimos todo o esforço que podíamos e graças à competência coletivas de professores e técnicos envolvidos nesse processo vimos o número de programas de pós-graduações aumentar 200%, afastando completamente aquele risco inicial. A entrega desses primeiros certificados representa um momento histórico para a Ufac”, destacou.

Para o pró-reitor de Pesquisa e Pós Graduação, Josimar Ferreira, a certificação dos primeiros doutores formados na Ufac representa o fortalecimento da pós graduação na instituição com vistas ao benefício coletivo. “Nossa missão é gerar conhecimento para a sociedade, produzir pesquisas que possam, cada vez mais, atender as nossas necessidades. Nesse sentido, a Ufac está ratificando seu compromisso com a formação e a fixação de doutores na região amazônica”, comentou.
“Atualmente, a Ufac conta com 325 doutores em seu corpo docente, todos formados fora da instituição. Uma realidade que começa a mudar a partir dessas primeiras certificações”, apostou.

Ligado à Ufac desde 1977, ainda na condição de aluno do exstinto curso de ciências, o professor José Carlos Oliveira é um exemplo. Integrante do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), o docente que precisou sair do estado para realizar a graduação (UFPB) e o mestrado (UFRN) em Física, hoje se dedica às pesquisas em síntese e caracterização de nanotubos de carbono (que originou a tese defendida “Síntese e caracterização de nanotubos de carbono com aplicação nanobiotecnológica”) aqui mesmo, no Laboratório da Rede Bionorte.

“Minha perspectiva é dar continuidade às pesquisas que envolvem nanotubos de carbono, auxiliando estudantes e pesquisadores daqui que tiveram despertado interesse pela área seja como orientador, seja como co-orientador a exemplo do que já vem acontecendo”, comentou o pesquisador.

Professora do Instituto Federal de Rondônia, Dheimy não pode participar da cerimônia de entrega do certificado, sendo representada pelo namorado Heitor Terças. Graduada em Engenharia Agronômica, a rondoniense participou do programa de mestrado em Produção Vegetal da Ufac, quando surgiu a oportunidade de participar da seleção para primeira turma do programa de doutorado também em Produção Vegetal.

“Meu pai é agrônomo e fruticultor, daí surgiu o interesse pela área. Agora, pretendo continuar as pesquisas com nativa aqui na minha instituição que me deu liberação integral para capacitação. A ideia é retribuir aquele investimento que me foi concedido”, avaliou a pesquisadora que defendeu a tese “Estaquia e enxertia em frutíferas nativas da Amazônia”, com orientação do professor Sebastião Elviro de Araújo Neto.

Participaram ainda da cerimônia de entrega dos certificados, a vice reitora da Ufac, Guida Aquino; o coordenador do Programa de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal, Anselmo Rodriguez; o coordenador do Programa de Produção Vegetal, Marcio Martins; o coordenador de diplomas e certificados, Jonatas de Oliveira e o diretor de pós graduação, Francisco Pinheiro.

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