Laboratório de Paleontologia: 35 anos

A partir desta segunda-feira, 21, até sexta-feira, 25, a Universidade Federal do Acre (Ufac) comemora os 35 anos do Laboratório de Pesquisas Paleontológicas (LPP). Durante toda a semana, o laboratório estará aberto ao público. Na sexta-feira ocorrem palestras às 8h, no anfiteatro Garibaldi Brasil.

De acordo com o professor Jonas Filho, que está à frente do laboratório, as palestras não têm caráter especificamente científico, pois pretendem focalizar a história dos 35 anos do LPP.

Entre os palestrantes, estão o professor Alceu Ranzi, doutor em Ecologia e Conservação da Vida Selvagem pela Universidade da Flórida; o professor Mário Dantas, doutor em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre pela Universidade Federal de Minas Gerais; e o doutor Peter Toledo, Ph.D. em Geologia pela Universidade do Colorado.

Também serão feitas homenagens ao professor e paleontólogo francês Jean Bocquentin; ao reitor fundador do laboratório, Áulio Gélio Alves de Souza; ao professor Alceu Ranzi; e ao falecido técnico-administrativo Áriton Rosas Junior.

Cavando a história

Criado em 1983 pelo reitor Áulio Gélio e a partir de pesquisas realizadas pelo doutor Alceu Ranzi na década de 1970, o Laboratório de Paleontologia possui a maior coleção de fósseis paleovertebrados da Amazônia Sul-Ocidental, com cerca de 6 mil espécies catalogadas.

O laboratório é visitado por pesquisadores de todo o mundo. Em 1989, sua equipe foi a responsável por descobrir o jacaré com chifres, uma inédita espécie da família dos ‘Alligatoridae’.

Em 2001, foi sede do 17º Congresso Brasileiro de Paleontologia, que trouxe à Ufac pesquisadores de diversos cantos do Brasil e do mundo. O grande símbolo do evento foi o crânio do ‘Purussaurus brasiliensis’, o maior jacaré da terra, destaque no museu paleontológico até hoje.

“O laboratório, além de auxiliar o ensino em escolas e universidades, colabora com o entendimento da história da Amazônia, interage com outras instituições e coloca a Ufac num patamar científico muito elevado”, conta o professor Jonas Filho.

As pesquisas do laboratório são feitas ao longo das margens dos rios, durante o período de seca e em beiras de estradas. Após ser realizada a coleta dos fósseis, é feito o reconhecimento e a descrição das espécies. Atualmente, o time do LPP conta com dois pesquisadores, um técnico, dois bolsistas do curso de Biologia da Ufac e dois voluntários.

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