Assistência toxicológica será instalada no AC

Uma equipe de docentes do Centro de Ciências da Saúde e Desposto, formada pelos professores Dayan Marques, Anne Grace Marques e Wagner Pinto, iniciou um ciclo de palestras informativas para implantação do Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Acre (CIATox-AC), no campus-sede da Universidade Federal do Acre (Ufac).

O primeiro encontro ocorreu na manhã dessa segunda feira, 3, e contou com a presença de representantes do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador e do Departamento de Vigilância Ambiental em Saúde.

“O objetivo é estabelecer parcerias entre a Ufac e serviços de referência que promovem ações para melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida do trabalhador por meio de prevenção e vigilância”, lembrou Dayan Marques.

O CIATox-AC funcionará com apoio da Associação Brasileira de Centros de Informação e Assistência Toxicológica e cooperação técnica com a Secretaria de Saúde do Estado do Acre. “O espaço irá fornecer informação toxicológica de qualidade, em caráter de plantão 24 horas, fornecendo um suporte técnico e imparcial, baseado em evidências científicas atualizadas, aos profissionais de saúde em todos os níveis de complexidade”, explicou o professor.

A ideia, segundo ele, é reduzir a vulnerabilidade atual do Estado do Acre acerca de intoxicações acidentais ou provocadas, além de ofertar suporte informativo e técnico ao Estado de Rondônia.

Os docentes acreditam que será possível, com as informações coletadas no CIATox-AC, gerar alertas de saúde às autoridades competentes, capazes de melhorar ações de vigilância epidemiológica e assistência em saúde, o que acarretará na diminuição de danos à saúde humana e óbitos por intoxicação exógena.

CIATox

O CIATox é definido como unidade de saúde, de referência em toxicologia clínica no Serviço Único de Saúde, com atendimento em regime de plantão permanente por teleconsultoria ou presencial, com o objetivo de prover informação toxicológica aos profissionais de saúde e prestar assistência às pessoas expostas e/ou intoxicadas, visando à redução da morbimortalidade.

Atualmente, na região Norte, há apenas dois centros em funcionamento: um no Hospital Universitário João de Barros Barreto, da Universidade Federal do Pará, e outro no Hospital Universitário Getúlio Vargas, da Universidade Federal do Amazonas.

Números

Segundo estatísticas do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, em 2016 o Brasil registrou 56.937 casos de intoxicação humana e 226 óbitos. No período, os medicamentos foram os maiores causadores de registro com 20.527 casos.

Entre os causadores de óbitos, os agrotóxicos aparecem em destaque, com 89 registros. A intoxicação exógena se encontra entre os três principais meios utilizados nas tentativas de suicídio. As substâncias relacionadas a 70% dos casos são medicamentos e pesticidas.

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