Operação Sete de Setembro em Rio Branco

Foi lançada nesta terça-feira (4), em Rio Branco, uma força-tarefa contra as queimadas urbanas e rurais em todo o estado. Denominada Operação Sete de Setembro Floresta Viva, trata-se de uma ação de combate aos crimes contra o meio ambiente através de uma iniciativa dos diferentes órgãos federais, estaduais e municipais visando à prevenção, controle e combate às queimadas, tendo em vista o período de intenso verão amazônico.

Por ser um período em que os agricultores costumam fazer a queima do roçado, a operação acontece de forma intensificada nos próximos quinze dias, com o objetivo de evitar a propagação dos focos de calor e incêndios florestais.

Durante o período de verão amazônico, considerado de poucas chuvas, verifica-se a elevação da temperatura e consequentemente a baixa umidade do ar. De acordo com o secretário de Estado do Meio Ambiente, Edegard de Deus, a vegetação se torna mais vulnerável à propagação de queimadas, que ocasionam uma série de efeitos negativos.

“Além de empobrecer o solo, matando plantas e animais, as queimadas também afetam a saúde, principalmente das crianças e idosos, que sofrem com problemas respiratórios. Estamos com um déficit hídrico, por essa razão estamos intensificando as ações para evitar situações ocorridas em 2005 e 2010, quando as queimadas se alastraram para dentro de nossas florestas”, ressaltou.

Ainda de acordo com o gestor, o Estado tem feito sua parte com ações preventivas, mas se toda a sociedade não colaborar, o processo se torna mais lento e menos eficaz.

Efeitos das mudanças climáticas

As mudanças climáticas refletem em desequilíbrios que causam o aumento da temperatura em diversas regiões, em decorrência da ação humana contra o meio ambiente. Como consequência, atualmente o planeta enfrenta tempo de mudanças ambientais e globais.

Conforme ressalta a diretora técnica do Instituto de Mudanças Climáticas – IMC, Vera Reis, essa situação tende a perdurar. “Observamos que o mês de junho foi o mês mais quente do planeta, enquanto em agosto houve chuvas acima da média, o que de certa forma foi muito bom porque amenizou a condição da fumaça na atmosfera. No entanto, há a possibilidade de acoplamento do El Niño e nós sabemos o que significa o aquecimento das águas do oceano para a nossa região. Estamos intensificando as ações para conscientizar as pessoas de que esse trimestre é de anomalias de chuvas, o que é preocupante pra gente”, destacou.

Visando inibir as práticas criminosas contra o meio ambiente, o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) intensifica as ações de fiscalização em todo o estado de forma integrada.

”Estamos com nossas equipes em campo para identificar os responsáveis pela queima e tomar as medidas necessárias para coibir qualquer tipo de crime contra o meio ambiente. As pessoas que forem identificadas praticando infrações ambientais serão submetidas às sanções prevista em lei para que se conscientizem da importância do meio ambiente para nós e para as gerações futuras”, pontuou o diretor-presidente o Imac, Paulo Viana.

Confira as instituições parceiras na ação:

Casa Civil, Secretaria Estadual de Meio Ambiente – SEMA, Instituto do Meio Ambiente do Acre – IMAC, Instituto de Mudanças Climáticas – IMC, Secretaria de Planejamento – SEPLAN, – Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar- SEAPROF, Secretaria de Agropecuária do Acre – SEAP, Secretaria de Comunicação do Acre – SECOM, Secretaria de Segurança Pública – SESP, Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil – CEPDEC, Batalhão de Policiamento Ambiental – BPA, Corpo de Bombeiros do Acre – CBMAC, Procuradoria Geral do Estado – PGE, Secretaria de Educação e Esporte – SEE, Secretaria Municipal de Saúde – SEMSA, Secretaria Estadual de Saúde – SESACRE, Instituto de Terras do Acre – ITERACRE, Centro de Desenvolvimento Sustentável do Acre – CDSA, Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SEMEIA, COMDEC, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – IBAMA, Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento – DEPASA, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA e A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA.

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