Terça-Feira, 10 de Dezembro de 2019

PM promove II Curso de Operações de Choque

Atualmente seguem no curso 27 alunos

A Polícia Militar do Acre promove pela segunda vez no estado o Curso de Operações de Choque. Através dele, os agentes de segurança ficarão aptos a operar em situações de distúrbios civis. Para se formar nesse curso é preciso preparo físico e mental.

São mais ou menos dois meses de curso e uma rotina pesada de treinamentos.

As aulas e instruções acontecem todos os dias no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Atualmente seguem no curso 27 alunos, sendo eles policiais militares do Acre, de Rondônia, da Polícia Boliviana e também Agentes Penitenciários, Bombeiros e um policial civil.

Esses agentes de segurança passam o dia inteiro no batalhão aprendendo e superando seus limites. Muitas vezes isso acontece durante as madrugadas ou debaixo do sol quente e até mesmo da chuva.

“O curso de choque se faz necessário no estado do Acre assim como em qualquer outro estado da federação, é um curso que é direcionado para área de integração de posse, de presídio, desobstrução de vida, policiamento em grandes eventos e o próprio policiamento que nós fazemos de patrulhamento tático. O curso já está em fase final, começamos com 63 alunos e temos 27 guerreiros que estão sobrevivendo”, disse o coordenador geral do curso, Capitão Rogério Silva.

O curso de choque seleciona as pessoas que estão preparadas naquele momento para serem choqueanos. A primeira seleção ocorre antes mesmo de o curso começar através do Teste de Aptidão Física (TAF).

“Além do esforço físico começando pelo TAF que são várias etapas tem o esforço mental onde o aluno, o que participa do curso, vai ter que ter um bom controle emocional para poder ir vencendo cada etapa a cada dia”, falou o coordenador pedagógico, Sargento Galdino.

Esta é a segunda vez que o acre oferece um curso de operações de choque. Quando formados, os agentes de segurança estarão aptos para atuarem sempre que necessário em ocorrências de motins, rebeliões e reintegrações de posse.

Um pelotão completo de choque é constituído por 26 policiais que sempre atuam em conjunto. As instruções realizadas no curso são específicas para esse tipo de atuação, os alunos aprendem sobre defesa e ataque.

“Nós temos várias disciplinas que são incluídas dentro do currículo deles, desde policiamento com cães, policiamento em eventos, materiais químicos que vão capacitá-los para estarem operando no pelotão de choque”, esclareu o coordenador administrativo, Sargento Santana.

Entre os alunos do curso não há hierarquia, todos são tratados da mesma maneira e passam pelos mesmos treinamentos, não existe sequer nome, quando inicia-se o curso cada um ganha uma numeração e assim eles chamados e tratados. Entre os 27 alunos que estão no curso existe apenas uma mulher.

Para os alunos estrangeiros, aqueles que vieram de outro estado e outro país, a situação também é difícil. Eles possuem ainda o agravante de estarem longe de casa.

“São 54 dias de intenso treinamento isso sem levar em conta a distância de casa, da família, mas viemos com um objetivo de participar do curso por inteiro e voltar com conhecimento e especialização para o meu estado”, concluiu o aluno 77 – cabo PM/RO.

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