Domingo, 26 de Maio de 2019

Como evitar desperdícios em restaurantes

Só no Brasil, 41 mil toneladas de alimentos vão para o lixo anualmente. O número impressionante foi levantado pelo World Resources Institute (WRI) Brasil, que também aponta o Brasil entre os 10 principais países do mundo que mais desperdiçam comida. Além dos alimentos desperdiçados em residências e em varejistas, é preciso se atentar para a comida jogada fora em restaurantes, pois além do impacto social e ambiental, há a questão financeira relacionada ao negócio. Mas como adotar estratégias para reduzir este problema?

Reduzindo o desperdício de alimentos no seu negócio

A primeira coisa a observar é o lixo do seu restaurante. Ele é a fonte mais importante de dados sobre o desperdício, e por meio dele é possível verificar quais alimentos mais vão para o lixo, quais pratos do cardápio mais apresentam sobras dos clientes, se há algum ingrediente específico que sempre é deixado no prato, entre outros tipos de levantamento. Isso permite repensar o uso dos insumos e também do tamanho das porções oferecidas aos clientes.

Fique de olho na estrutura do seu restaurante. Geladeiras e freezers com defeito ou com a borracha muito antiga e desgastada podem representar quilos de alimentos jogados no lixo por má conservação. O mesmo cuidado vale para o forno, fogão e demais equipamentos que utilizam o gás para restaurante: se houver algum problema na regulagem, receitas inteiras podem ficar mal cozidas, mal assadas ou passadas do ponto. Ou seja, mais comida no lixo.

Que tal inserir no cardápio novas delícias utilizando partes menos convencionais de frutas, legumes e verduras? A casca de abacaxi rende um delicioso suco, por exemplo. Casca de banana rende saborosos bolos. Talos de couve ficam incríveis em saladas e sopas.

Converse com sua equipe, compartilhando informação e conscientização. Ouça sugestões de receitas que os colaboradores fazem em casa, mostre matérias sobre o assunto, e se possível até mesmo convoque algum profissional especializado que possa mostrar soluções para os profissionais ajudarem no combate ao desperdício. É possível também estabelecer formas de monitorar o desperdício em equipe, e recompensar os colaboradores quanto as metas de redução forem alcançadas, por exemplo. Abrace esta ideia!

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Ocupação de pessoas no país cresce 1,7 milhão

O número de pessoas ocupadas no Brasil aumentou de 89,7 milhões em 2012 para 91,4 milhões em 2017.

É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad-C): Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2012-2017, divulgada hoje (8), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo indica que o pico de pessoas ocupadas no país ocorreu em 2015, com 92,6 milhões, tendo caído 1,5% em 2016 e apresentado “discreta” recuperação de 0,3% em 2017.

A economista técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, explicou que a proporção entre homens e mulheres no mercado ficou um pouco mais equilibrada, porém, o motivo principal foi a perda de postos de trabalho pela parcela masculina.

“A gente tem estruturalmente que os homens são predominantes na população ocupada, na série histórica desde 2012. Essa diferença sempre existiu. O que houve em 2017 é que a queda da ocupação entre os homens foi tão acentuada que essa diferença ficou menor, não necessariamente porque houve um grande avanço na ocupação da mulher”, disse.

Na análise por sexo, o predomínio masculino permanece com 56,6% das pessoas ocupadas em 2017 sendo homens.

Porém, a expansão na ocupação se deu apenas entre as mulheres no ano passado, o que fez com que a diferença de ocupação entre os sexos chegasse ao menor valor na série analisada, passando de 42,3% das pessoas ocupadas, sendo mulheres em 2012, para 43,4% em 2017.

Setor privado

A leve recuperação na ocupação vista no ano passado não se reflete no setor privado, já que o número de trabalhadores com carteira assinada teve queda de 1,12 milhão, chegando a 36,3% das pessoas ocupadas, enquanto 600 mil aumentaram o contingente de trabalhadores por conta própria e empregados sem carteira assinada, chegando a 25,3% e 12,2% do total de ocupados no país, respectivamente.

Segundo Adriana, os dados ainda não refletem os efeitos da reforma trabalhista, aprovada em 2017.

“Os dados são de 2017 e a implantação [da reforma trabalhista] foi no fim de novembro de 2017, e na prática começou a ser feita em 2018. Então a pesquisa não cobre os possíveis impactos da legislação”.

Ficaram estáveis o número de trabalhadoras domésticas, com 6,8% do total, empregados no setor público (12,4%), empregadores (4,6%) e trabalhadores familiares auxiliares (2,5%).

Por grupamento de atividade, o setor que mais perdeu postos de trabalho de 2015 para 2016 foi a indústria geral, com 1,3 milhão de pessoas a menos empregadas, mas também foi um dos que teve a maior recuperação em 2017, ganhando 335 mil pessoas empregadas no setor.

No total, 13% das pessoas ocupadas no Brasil trabalham na indústria. O destaque da recuperação de 2017 foi o grupamento de Alojamento e Alimentação, que recebeu 500 mil pessoas.

O IBGE aponta também que a proporção de pessoas que trabalham no turno diurno na ocupação principal caiu de 93,3% em 2012 para 92,5% em 2017. O total fica em 90,6% entre os homens e em 94,6% entre as mulheres.

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