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“Aqui é o meu mundo”, dizia Olizângela sobre o lar
- Sex, 12 de Agosto de 2011
O pequeno quarto, no quintal da casa da mãe, ainda permanece intacto. Ali, estão os pertences da garota de 17 anos que numa noite de julho foi sumariamente eliminada com pancadas na cabeça, por motivos até agora ainda mais ou menos incompreensíveis, tanto para a família, quanto para a própria polícia.Olizângela da Silva Lopes deixou a casa, na noite do dia 23 do mês passado, no bairro Santa Inês, uma das regiões mais pobres de Rio Branco, na companhia do namorado, Jaisson da Silva Bezerra, 23 anos. Mas nunca mais voltaria viva para casa.
A reportagem de Agazeta.net esteve com a mãe, a aposentada Francisca de Assis Rodrigues, 62 anos, dias antes de a família localizar o corpo da vítima, em um terreno da região da estrada do Amapá, na quinta-feira, 11.
Para a mãe, é difícil aceitar o que aconteceu, sobretudo, porque a filha não tinha nada que a desabonasse como pessoa de bem.
“Ela estava muito feliz por estar arrumando seu quartinho aqui atrás. Considerava um apartamento e trabalhava só para arrumá-lo”, diz Francisca Rodrigues, sentada à beira da cama dela, enquanto segura entre as mãos uma das roupas que a menina comprou para os dias de festa da Expoacre, mas que jamais usaria.
Olizângela trabalhava numa pequena mercearia do bairro. Todo o dinheiro arrecadado era investido por ela no pequeno quarto. Ali, ela pendurava bichinhos de pelúcia e deitava para relaxar. “Aqui é o meu mundo”, dizia ela, segundo a mãe.
“Minha filha nunca saiu sozinha para lugar nenhum. Foi a primeira vez que ela fez isso e, infelizmente deu no que deu. Agora por que? É o que eu me pergunto”, se lamenta.
Para a família, a forma como ela conheceu o namorado pode ter iniciado uma sucessão de eventos que lhe custou a própria vida. Jaisson Bezerra conheceu a jovem Olizângela no comércio da Vila Acre, na AC-40.
Na ocasião, ele a abordou na rua, se identificou como Ricardo e se apresentou como militar do Exército. A conversa do salgadeiro de lanchonete teria convencido a jovem, que logo passou a namorá-la.
Foram pelo menos seis meses de namoro com um homem casado, que omitia esta condição e evitava contato com a família de Olizângela.
No dia 23, ele a convidou para um passeio na Expoacre, mas ao invés disso, a teria levado para um ramal e mantido relações sexuais com a garota, na região da estrada do Amapá. Ali, ela foi assassinada e jogada em um terreno das proximidades. O indivíduo está preso. Olizângela aguarda sepultamento.
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