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Polícia está há cinco meses sem sistema de informação

Sem sistema, trabalho perde ainda mais agilidade

Após quatro meses sem o serviço do Sigo, o sistema que registra ocorrências e que permite consultas on line sobre passagens policiais e outros dados da Segurança Pública, o governo renegocia dívida e anuncia que vai retornar com o sistema.

Principalmente policiais civis e militares encontram dificuldade na execução de tarefas diárias, devido à inoperância do Sigo.

Sigo é a abreviatura de um programa de muita importância aos órgãos ligados à Segurança Pública. Significa: Sistema Integrado de Gestão Operacional. Como os próprios operadores da ferramenta chamam, é uma solução que vai além do registro da ocorrência.

Mas, desde o final do ano passado que os policiais do Estado estão sem o sistema. Uma dívida de R$ 1,2 milhão seria o motivo da rescisão do contrato com a empresa fornecedora. Para renovar, o governo teria que pagar o que ficou pra traz e a empresa, reduzir custos, e enquanto não se chegava a um acordo, as delegacias e o policiamento ostensivo, precisaram dar um jeito pra continuar atendendo a população.

O sistema de consulta é importante tanto para a polícia civil, quanto para a polícia militar. Ao abordar um suspeito é através do Sigo, por exemplo, que se têm informações sobre passagens na polícia e possíveis mandados de prisão. Sem o Sigo, esse trabalho de verificação ficou mais complicado.

Os PM's, por exemplo, tiveram que apelar para uma forma de averiguar, que de longe é a mais eficiente. "O sistema hoje utilizado pelos policiais para obter essas informações é o site do Tribunal de Justiça, onde o policial tem que praticamente ler o processo todinho, para, em seguida, transmitir a informação, se um mandado, por exemplo, que ele leu, é de intimação, ou de prisão. Isso decorre um tempo e essas ocorrências demoram no seu atendimento e consequentemente quem tá sofrendo é o cidadão", afirma o diretor da Associação dos Militares do Acre, sargento Rogério Silva.

Nas delegacias, o problema é o acúmulo de papel. Sem o programa, os boletins de ocorrência ficam arquivados em livros, como era feito antigamente. O acúmulo de papéis também denuncia outro problema: se tudo nesse período de quatro meses está fora do sistema operacional, quem vai conseguir consultá-lo. Apenas ocorrências anteriores vão aparecer em outras bases de dados.

De acordo com o diretor de planejamento e gestão estratégica da secretaria de segurança pública, Rennan Biths, há o plano B com outras ferramentas. "Um dos serviços do Sigo é o registro de ocorrências, então todo cidadão que procurou as delegacias conseguiu fazer a notificação do delito e também utilizamos o Sigo como base de consulta e paralelo a isso temos outros instrumentos como Infoseg, Siosp Web, o próprio sistema de identificação civil e criminal que o Estado adota", afirma.

Mas a falta do Sigo, segundo o diretor, foi sanada e em breve ele vai passar a operar novamente. Um dos representantes do sistema está no Acre para acertar o contrato que visa reduzir os gastos.

"Nós chegamos a um alinhamento com relação a divida anterior e estamos chegando a um termo para o contrato novo e a secretaria está dando andamento pra que o contrato seja assinado o mais breve possível", afirma um dos representantes do Sigo, Luciano Trindade.

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