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Anúncio de falso emprego revolta vítimas

Cerca de 200 pessoas foram vítimas de golpe

Pessoas esperançosas por uma oportunidade de emprego foram atraídas por um golpista que anunciava abrir um bar em Rio Branco. A farsa foi descoberta quando os candidatos às vagas chegaram ao local indicado para entrevista e lá encontraram uma academia.

Silvânia da Silva, 23, e Pablo Tiago, 33, ficaram sabendo da oportunidade de emprego através de um aplicativo de compra e vendas, muito conhecido. O anúncio era de um empresário que abriria um bar em Rio Branco.

Eram ofertadas várias vagas. Para se candidatar, a pessoa teria que enviar currículo, com todos os dados. Cerca de 200 pessoas teriam enviado por e-mail informações como: número de documentos, telefone, endereço, entre outros.

Depois da fase de envio de currículo, os candidatos foram convidados a uma entrevista de emprego. Eles comparecem em local e horário informados, mas ao chegar, se depararam com uma academia de Jiu-jítsu.

Segundo o professor Pablo Menezes, a decepção foi generalizada. "No momento em que abri a academia, o pessoal me perguntou se eu ia dar entrevista. Eu disse que não: que ia dar aula. Algumas pessoas ficaram desesperadas com raiva", relata.

"É ruim né, porque a gente tá com expectativa de um emprego, vai, gasta tempo, dinheiro... porque nós estamos desempregados. A passagem tá cara, né? Aí fica difícil gastar dinheiro numa coisa que não existe", afirma Silvânia Silva.

Na mesma hora, cerca de 60 pessoas foram até a delegacia mais próxima, no bairro Bosque, para registrar ocorrência. Entre elas, Silvânia e Pablo. Mas não foi possível por que a atendente justificou que estava saindo para o almoço. O novo fato revoltou mais ainda as vítimas que viraram as costas e foram embora.

Mas Pablo e Silvânia retornaram porque se preocupam com os dados fornecidos. "A nossa desconfiança é que seja quadrilha para passar trote futuramente, recolher dinheiro nosso, e fora falsificação de documentos", disse Pablo.

Segundo o chefe do departamento de inteligência da Polícia Civil, delegado Altino Júnior, com os boletins de ocorrência, a investigação é aberta para apurar se o golpe do emprego tem envolvimento de quadrilha.

"É importante que as pessoas que enviaram currículo e disponibilizaram cópias de documentos pessoais compareçam à delegacia para que a gente tenha uma maior gama de pessoas e possa fazer contato como outros estados, para saber se é quadrilha nacional ou se está tentando entrar no Acre pra cometer esse tipo de crime", disse.

O DDD do telefone informado na oferta de emprego é do estado do Rio de Janeiro. A postagem ainda está no aplicativo.

"A gente mandou mensagem perguntou por que ele fez isso e ele disse que a gente era um bando de idiotas, que o pessoal daqui é um bando abestado que caíram na conversa dele e ameaçou dizendo que não era bom ter ele como inimigo", disse Silvânia.

Apesar de não terem desembolsado dinheiro no golpe, ou na brincadeira de mau gosto, para as vítimas, o fato é lamentável e requer apuração.

"Todo mundo veio à procura, animado pra entrevista. Chega e se depara no local e vê que era tudo fraude. É constrangedor e decepcionante, mas vamos correr atrás do emprego, por que não podemos ficar parados. Mas o que queremos prevenir é a questão da documentação", conclui Pablo.

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